Eclipse lunar vai escurecer 93% da Lua em agosto. Saiba como observar

Eclipse lunar vai escurecer 93% da Lua em agosto. Saiba como observar

Lua ficará parcialmente coberta pela sombra da Terra durante a madrugada. Céu escuro pode revelar estrelas.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Imagine olhar para o céu em uma noite de Lua cheia e perceber que, aos poucos, uma enorme sombra começa a cobrir o disco lunar. A Lua continua ali, mas sua aparência muda diante dos nossos olhos, criando um dos espetáculos mais interessantes que o céu pode oferecer.

É exatamente isso que poderá acontecer entre os dias 27 e 28 de agosto de 2026, quando um eclipse lunar parcial será visível em todo o território brasileiro.

O fenômeno promete chamar a atenção porque, durante o seu ponto máximo, aproximadamente 93% da Lua estará coberta pela sombra da Terra. E o melhor: quem estiver no Brasil não precisará de equipamentos sofisticados para acompanhar o acontecimento.

O eclipse lunar poderá ser observado a olho nu, desde que as condições meteorológicas permitam e o céu esteja suficientemente aberto.

Uma das grandes vantagens desse fenômeno é que não existe necessidade de equipamentos especiais para acompanhar um eclipse lunar.

Uma das grandes vantagens desse fenômeno é que não existe necessidade de equipamentos especiais para acompanhar um eclipse lunar

Quando acontece o eclipse lunar de agosto?

A fase parcial do eclipse lunar começará às 23h33 do dia 27 de agosto. O fenômeno continuará avançando durante a madrugada e chegará ao seu momento máximo às 1h12 do dia 28.

Depois disso, a Lua começará gradualmente a deixar a região de sombra projetada pela Terra. O término da fase parcial está previsto para 2h51.

Isso significa que quem quiser acompanhar o momento mais impressionante terá que ficar acordado durante a madrugada.

Para quem gosta de astronomia ou simplesmente quer observar um fenômeno diferente no céu, pode ser uma boa oportunidade para sair de casa, procurar um local com boa visibilidade e olhar para cima.

No momento máximo, cerca de 93% da Lua estará coberta pela sombra da Terra.

O fenômeno será observável em todo o Brasil, mas isso não significa que todos os lugares oferecerão a mesma experiência. A presença de nuvens, prédios, árvores e principalmente a iluminação das cidades pode atrapalhar a observação.

Por isso, locais mais afastados de grandes centros urbanos tendem a proporcionar uma experiência melhor.

Por que a Lua pode ficar vermelha?

Existe ainda uma possibilidade que pode deixar o eclipse lunar ainda mais bonito.

Durante o fenômeno, a Lua poderá adquirir uma tonalidade avermelhada. Esse efeito é popularmente conhecido como Lua de Sangue.

A coloração acontece porque parte da luz solar atravessa a atmosfera terrestre antes de alcançar a superfície lunar. A atmosfera funciona como uma espécie de filtro, espalhando algumas cores da luz e permitindo que tons avermelhados cheguem à Lua.

É um efeito parecido com o que ajuda a produzir as cores avermelhadas e alaranjadas observadas durante o nascer e o pôr do Sol.

No caso de um eclipse parcial, entretanto, a aparência da Lua pode variar conforme a região que estiver dentro da sombra e as condições atmosféricas.

Por isso, não é possível garantir que todo o território brasileiro verá exatamente a mesma tonalidade.

Como observar o eclipse lunar?

Uma das grandes vantagens desse fenômeno é que não existe necessidade de equipamentos especiais para acompanhar um eclipse lunar.

Diferentemente de um eclipse solar, olhar diretamente para a Lua durante um eclipse lunar não oferece o mesmo risco aos olhos associado à observação direta do Sol. Portanto, não são necessários filtros solares específicos para observar o satélite.

Ainda assim, alguns cuidados simples podem melhorar bastante a experiência.

O primeiro é procurar um lugar com o céu aberto. Uma área com pouca iluminação artificial é especialmente interessante para quem deseja observar não apenas a Lua, mas também as estrelas.

Durante uma noite de Lua cheia comum, a forte luminosidade do satélite natural acaba escondendo muitas estrelas mais fracas. Quando ocorre o eclipse lunar, a quantidade de luz refletida pela Lua diminui, permitindo que mais estrelas se tornem perceptíveis.

É como se o céu ganhasse temporariamente um pouco mais de contraste.

Quem tiver binóculos ou um pequeno telescópio também poderá utilizá-los para observar detalhes da superfície lunar. Porém, esses equipamentos não são obrigatórios para acompanhar o fenômeno.

O eclipse lunar poderá ser observado a olho nu, desde que as condições meteorológicas permitam e o céu esteja suficientemente aberto.

O eclipse lunar poderá ser observado a olho nu, desde que as condições meteorológicas permitam e o céu esteja suficientemente aberto

Um espetáculo que atravessa gerações

Os eclipses lunares despertam curiosidade há milhares de anos. Antes de a humanidade compreender o funcionamento do Sistema Solar, mudanças tão marcantes na aparência da Lua eram frequentemente interpretadas como sinais ou acontecimentos sobrenaturais.

Hoje sabemos exatamente o que está acontecendo.

Um eclipse lunar ocorre quando a Terra fica posicionada entre o Sol e a Lua, fazendo com que a sombra do nosso planeta seja projetada sobre o satélite natural. Para que isso aconteça, os três corpos celestes precisam estar suficientemente alinhados.

No eclipse de agosto, esse alinhamento não será perfeito a ponto de cobrir completamente a Lua. Por isso, teremos um eclipse parcial, e não um eclipse lunar total.

Mesmo assim, a cobertura prevista é significativa.

Com até 93% do disco lunar dentro da sombra da Terra no momento máximo, o fenômeno deverá produzir uma mudança bastante perceptível na aparência da Lua.

E existe algo particularmente interessante nisso: o mesmo céu observado por milhões de brasileiros poderá apresentar uma cena diferente durante algumas horas.

Enquanto algumas pessoas estarão dormindo, outras poderão estar nas janelas, em quintais, praças, áreas rurais ou locais afastados das luzes urbanas acompanhando a transformação da Lua.

O eclipse lunar acontece naturalmente, mas nem por isso deixa de ser extraordinário.

Se o céu estiver limpo na noite de 27 para 28 de agosto, vale a pena olhar para cima. Afinal, alguns dos espetáculos mais impressionantes da natureza não precisam de ingresso, palco ou transmissão. Basta esperar a hora certa e observar o céu.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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