Muitos tatuadores desencorajam o uso de anestésicos antes do procedimento de tatuagem, e essa prática vai além de simples recomendações. Descubra as razões por trás dessa restrição e por que a busca por alívio pode resultar em complicações sérias.
1. Alterações na Pigmentação e Cicatrização: O Efeito na Qualidade da Tatuagem
O uso de anestésicos antes da tatuagem pode interferir na pigmentação e cicatrização do desenho. Segundo a experiente tatuadora Andressa Nyo, a pele se torna mais rígida, dificultando a fixação da tinta. Esse fenômeno pode levar a resultados insatisfatórios, exigindo retoques adicionais. Além disso, para garantir uma fixação adequada do pigmento, o tatuador pode ser obrigado a aprofundar mais a agulha, tornando a cicatrização potencialmente mais dolorosa.
2. Riscos à Saúde: Profissionais Não Qualificados e Anestésicos Não Aprovados
É crucial entender que tatuadores não são profissionais de saúde e, portanto, não possuem qualificações para administrar anestesia local ou geral. Além disso, os anestésicos específicos para tatuagem não têm a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A busca por alívio da dor antes da tatuagem pode expor os clientes a riscos significativos, desde reações alérgicas até reações anafiláticas, representando sérios perigos à saúde.
Em 2009, a Anvisa reforçou essa posição ao lançar o manual de Referência Técnica para o Funcionamento dos Serviços de Tatuagem e Piercing. No documento, a agência proíbe explicitamente que tatuadores administrem qualquer tipo de medicamento, incluindo anestésicos, destacando a importância de garantir a segurança e a saúde dos clientes durante o processo de tatuagem.
Ao compreender esses pontos, os entusiastas da tatuagem podem tomar decisões informadas sobre a preparação para o procedimento, priorizando a segurança e a qualidade do resultado final.