Gêmeas idênticas envelhecem diferente após uma usar Botox e a outra não

Gêmeas idênticas envelhecem diferente após uma usar Botox e a outra não

Uma das irmãs começou a usar Botox regularmente aos 25 anos, enquanto a outra fez apenas aplicações esporádicas.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Imagine duas mulheres que nasceram no mesmo dia, compartilham praticamente o mesmo material genético e passaram boa parte da juventude parecendo imagens espelhadas uma da outra. Aos 25 anos, porém, elas tomaram decisões muito diferentes sobre a própria aparência.

Uma começou a aplicar Botox regularmente.

A outra praticamente não usou o tratamento.

Anos depois, as fotografias das duas se transformaram em uma comparação rara sobre envelhecimento facial. As gêmeas idênticas foram acompanhadas pelo cirurgião plástico William Binder, que observou como seus rostos mudaram ao longo do tempo.

Quando as duas chegaram aos 38 anos, algumas diferenças já eram visíveis. Mas o acompanhamento continuou.

Seis anos depois, aos 44, o contraste chamou ainda mais atenção.

A irmã que havia mantido aplicações regulares apresentava menos rugas em determinadas áreas e uma textura de pele descrita pelos médicos como mais lisa. Já a irmã que utilizou Botox apenas ocasionalmente apresentava linhas de expressão e sinais de envelhecimento mais perceptíveis.

O caso não significa que o Botox interrompa o envelhecimento. Mas a história dessas gêmeas idênticas ajuda a mostrar como a repetição de movimentos faciais e a redução dessas contrações podem influenciar a aparência da pele ao longo dos anos.

Mesma genética, mesma idade e rostos extremamente parecidos. Depois de décadas com rotinas diferentes de Botox, as diferenças começaram a aparecer justamente nas regiões tratadas.

O caso não mostra que uma das irmãs parou de envelhecer. Ele sugere que décadas movimentando determinados músculos de formas diferentes podem deixar marcas diferentes no rosto.

O caso não mostra que uma das irmãs parou de envelhecer. Ele sugere que décadas movimentando determinados músculos de formas diferentes podem deixar marcas diferentes no rosto

Como as gêmeas idênticas foram acompanhadas ao longo dos anos?

O médico William Binder começou a analisar o caso quando percebeu que as duas irmãs ofereciam uma oportunidade incomum.

Normalmente, comparar o envelhecimento de duas pessoas envolve uma quantidade enorme de diferenças. Genética, formato do rosto, características da pele e dezenas de outros fatores tornam muito difícil separar o efeito de um único hábito.

Com gêmeas idênticas, parte dessas variáveis é reduzida.

Uma das mulheres começou a realizar aplicações regulares de toxina botulínica por volta dos 25 anos. Durante aproximadamente 13 anos, ela recebeu Botox duas ou três vezes por ano.

As aplicações eram realizadas principalmente em regiões bastante comuns nos tratamentos estéticos: testa, área entre as sobrancelhas e região lateral dos olhos, onde aparecem os chamados pés de galinha.

A irmã seguiu uma rotina completamente diferente.

Até a primeira grande comparação realizada pelo médico, ela havia feito apenas duas aplicações de Botox.

Quando as duas estavam com 38 anos, fotografias mostraram diferenças nas regiões tratadas com maior frequência. A irmã que utilizava toxina botulínica regularmente apresentava menos linhas visíveis na testa e ao redor dos olhos.

Mas Binder decidiu continuar acompanhando as duas.

Seis anos depois, elas foram novamente avaliadas.

O que mudou quando as duas chegaram aos 44 anos?

Nesse intervalo, a irmã que realizava aplicações frequentes continuou com o tratamento aproximadamente a cada quatro ou seis meses, embora as doses utilizadas tivessem diminuído.

A outra irmã fez apenas mais duas aplicações durante todo esse período.

Quando novas fotografias foram comparadas, Binder e o médico Alexander Rivkin consideraram que a diferença entre os rostos havia aumentado.

A pele da irmã tratada regularmente foi descrita como mais lisa e com poros menos evidentes. A irmã que recebeu Botox apenas ocasionalmente apresentava mais rugas e poros visíveis.

Há ainda um detalhe interessante.

As duas mantinham alguns hábitos semelhantes. Nenhuma fumava, ambas levavam uma vida ativa e utilizavam protetor solar com fator entre 45 e 50 diariamente.

Ao mesmo tempo, existiam diferenças ambientais.

A irmã que quase não utilizava Botox vivia em Munique, na Alemanha. A irmã que fazia aplicações frequentes morava em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Isso torna a comparação curiosa porque a exposição solar é um dos fatores associados ao envelhecimento da pele, e Los Angeles possui níveis elevados de radiação ultravioleta.

Ainda assim, segundo os médicos responsáveis pelo acompanhamento, as diferenças mais marcantes apareciam justamente nas regiões submetidas repetidamente ao tratamento.

Por que o Botox pode mudar a aparência das gêmeas idênticas?

Para entender o caso, é preciso compreender como a toxina botulínica age.

O Botox reduz temporariamente a comunicação entre determinados nervos e músculos. Na prática, isso diminui a capacidade de contração dos músculos onde a substância foi aplicada.

Pense em quantas vezes uma pessoa movimenta o rosto durante um único dia.

Franzimos a testa quando estamos preocupados. Levantamos as sobrancelhas quando nos surpreendemos. Apertamos a região ao redor dos olhos quando sorrimos.

Esses movimentos são repetidos milhares de vezes ao longo dos anos.

Quando somos jovens, a pele possui maior capacidade de retornar à posição original. Conforme envelhecemos, porém, mudanças na quantidade e na organização de proteínas como colágeno e elastina reduzem gradualmente essa elasticidade.

Com o passar do tempo, uma linha que inicialmente aparecia apenas quando sorríamos ou franzíamos a testa pode começar a ficar visível mesmo quando o rosto está relaxado.

É aí que entra o Botox.

Ao diminuir repetidamente a contração de determinados músculos, o tratamento pode reduzir o movimento responsável por algumas dessas linhas.

Binder ainda levantou outra hipótese interessante.

Segundo ele, pessoas que utilizam Botox durante longos períodos podem passar por uma espécie de mudança comportamental. Como durante anos possuem menor capacidade de realizar determinada contração, podem simplesmente perder parte do hábito de movimentar aquele músculo com tanta intensidade.

Em outras palavras, não seria apenas a ação imediata da toxina.

O próprio padrão de expressão facial poderia mudar ao longo do tempo.

Botox realmente impede o envelhecimento?

Não.

Imagine duas mulheres que nasceram no mesmo dia, compartilham praticamente o mesmo material genético e passaram boa parte da juventude parecendo imagens espelhadas uma da outra. Aos 25 anos, porém, elas tomaram decisões muito diferentes sobre a própria aparência.

Uma começou a aplicar Botox regularmente.

A outra praticamente não usou o tratamento.

Anos depois, as fotografias das duas se transformaram em uma comparação rara sobre envelhecimento facial. As gêmeas idênticas foram acompanhadas pelo cirurgião plástico William Binder, que observou como seus rostos mudaram ao longo do tempo.

Quando as duas chegaram aos 38 anos, algumas diferenças já eram visíveis. Mas o acompanhamento continuou.

Seis anos depois, aos 44, o contraste chamou ainda mais atenção.

A irmã que havia mantido aplicações regulares apresentava menos rugas em determinadas áreas e uma textura de pele descrita pelos médicos como mais lisa. Já a irmã que utilizou Botox apenas ocasionalmente apresentava linhas de expressão e sinais de envelhecimento mais perceptíveis.

O caso não significa que o Botox interrompa o envelhecimento. Mas a história dessas gêmeas idênticas ajuda a mostrar como a repetição de movimentos faciais e a redução dessas contrações podem influenciar a aparência da pele ao longo dos anos.

Mesma genética, mesma idade e rostos extremamente parecidos. Depois de décadas com rotinas diferentes de Botox, as diferenças começaram a aparecer justamente nas regiões tratadas.

Mesma genética, mesma idade e rostos extremamente parecidos. Depois de décadas com rotinas diferentes de Botox, as diferenças começaram a aparecer justamente nas regiões tratadas.

Mesma genética, mesma idade e rostos extremamente parecidos. Depois de décadas com rotinas diferentes de Botox, as diferenças começaram a aparecer justamente nas regiões tratadas

Como as gêmeas idênticas foram acompanhadas ao longo dos anos?

O médico William Binder começou a analisar o caso quando percebeu que as duas irmãs ofereciam uma oportunidade incomum.

Normalmente, comparar o envelhecimento de duas pessoas envolve uma quantidade enorme de diferenças. Genética, formato do rosto, características da pele e dezenas de outros fatores tornam muito difícil separar o efeito de um único hábito.

Com gêmeas idênticas, parte dessas variáveis é reduzida.

Uma das mulheres começou a realizar aplicações regulares de toxina botulínica por volta dos 25 anos. Durante aproximadamente 13 anos, ela recebeu Botox duas ou três vezes por ano.

As aplicações eram realizadas principalmente em regiões bastante comuns nos tratamentos estéticos: testa, área entre as sobrancelhas e região lateral dos olhos, onde aparecem os chamados pés de galinha.

A irmã seguiu uma rotina completamente diferente.

Até a primeira grande comparação realizada pelo médico, ela havia feito apenas duas aplicações de Botox.

Quando as duas estavam com 38 anos, fotografias mostraram diferenças nas regiões tratadas com maior frequência. A irmã que utilizava toxina botulínica regularmente apresentava menos linhas visíveis na testa e ao redor dos olhos.

Mas Binder decidiu continuar acompanhando as duas.

Seis anos depois, elas foram novamente avaliadas.

O que mudou quando as duas chegaram aos 44 anos?

Nesse intervalo, a irmã que realizava aplicações frequentes continuou com o tratamento aproximadamente a cada quatro ou seis meses, embora as doses utilizadas tivessem diminuído.

A outra irmã fez apenas mais duas aplicações durante todo esse período.

Quando novas fotografias foram comparadas, Binder e o médico Alexander Rivkin consideraram que a diferença entre os rostos havia aumentado.

A pele da irmã tratada regularmente foi descrita como mais lisa e com poros menos evidentes. A irmã que recebeu Botox apenas ocasionalmente apresentava mais rugas e poros visíveis.

Há ainda um detalhe interessante.

As duas mantinham alguns hábitos semelhantes. Nenhuma fumava, ambas levavam uma vida ativa e utilizavam protetor solar com fator entre 45 e 50 diariamente.

Ao mesmo tempo, existiam diferenças ambientais.

A irmã que quase não utilizava Botox vivia em Munique, na Alemanha. A irmã que fazia aplicações frequentes morava em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Isso torna a comparação curiosa porque a exposição solar é um dos fatores associados ao envelhecimento da pele, e Los Angeles possui níveis elevados de radiação ultravioleta.

Ainda assim, segundo os médicos responsáveis pelo acompanhamento, as diferenças mais marcantes apareciam justamente nas regiões submetidas repetidamente ao tratamento.

Por que o Botox pode mudar a aparência das gêmeas idênticas?

Para entender o caso, é preciso compreender como a toxina botulínica age.

O Botox reduz temporariamente a comunicação entre determinados nervos e músculos. Na prática, isso diminui a capacidade de contração dos músculos onde a substância foi aplicada.

Pense em quantas vezes uma pessoa movimenta o rosto durante um único dia.

Franzimos a testa quando estamos preocupados. Levantamos as sobrancelhas quando nos surpreendemos. Apertamos a região ao redor dos olhos quando sorrimos.

Esses movimentos são repetidos milhares de vezes ao longo dos anos.

Quando somos jovens, a pele possui maior capacidade de retornar à posição original. Conforme envelhecemos, porém, mudanças na quantidade e na organização de proteínas como colágeno e elastina reduzem gradualmente essa elasticidade.

Com o passar do tempo, uma linha que inicialmente aparecia apenas quando sorríamos ou franzíamos a testa pode começar a ficar visível mesmo quando o rosto está relaxado.

É aí que entra o Botox.

Ao diminuir repetidamente a contração de determinados músculos, o tratamento pode reduzir o movimento responsável por algumas dessas linhas.

Binder ainda levantou outra hipótese interessante.

Segundo ele, pessoas que utilizam Botox durante longos períodos podem passar por uma espécie de mudança comportamental. Como durante anos possuem menor capacidade de realizar determinada contração, podem simplesmente perder parte do hábito de movimentar aquele músculo com tanta intensidade.

Em outras palavras, não seria apenas a ação imediata da toxina.

O próprio padrão de expressão facial poderia mudar ao longo do tempo.

Botox realmente impede o envelhecimento?

Não.

Essa é uma distinção importante para interpretar corretamente o caso das gêmeas idênticas.

O Botox não interrompe o relógio biológico e não impede que o rosto envelheça.

O envelhecimento facial envolve diversas estruturas e processos. A pele perde elasticidade, ocorre alteração na distribuição de gordura, ossos e ligamentos passam por mudanças e fatores como exposição solar, tabagismo, genética e estilo de vida também exercem influência.

A toxina botulínica atua principalmente sobre a movimentação muscular.

E existe uma observação particularmente importante no estudo.

Segundo os pesquisadores, as áreas dos rostos das duas irmãs que não receberam tratamento apresentaram envelhecimento semelhante.

Isso sugere que a diferença observada não aconteceu igualmente em todo o rosto. Ela se concentrou principalmente nas regiões em que uma das irmãs havia recebido aplicações frequentes.

O caso não mostra que uma das irmãs parou de envelhecer. Ele sugere que décadas movimentando determinados músculos de formas diferentes podem deixar marcas diferentes no rosto.

É justamente isso que torna a comparação tão interessante.

As duas mulheres não foram escolhidas aleatoriamente em uma clínica. Elas possuem a mesma idade e praticamente a mesma genética.

A principal diferença acompanhada pelos médicos durante anos foi a frequência das aplicações.

Ainda assim, é importante lembrar que um caso envolvendo duas pessoas não permite prever exatamente como o tratamento funcionará em toda a população. Cada indivíduo possui anatomia, musculatura, pele, hábitos e exposição ambiental próprios.

A toxina botulínica também é um medicamento, e aplicações estéticas devem ser avaliadas e realizadas por profissionais habilitados, considerando possíveis riscos, contraindicações e resultados esperados.

O que as gêmeas idênticas oferecem é algo diferente: uma espécie de experimento natural extremamente difícil de reproduzir.

Aos 25 anos, seus rostos eram tão parecidos quanto seria esperado.

Uma começou uma rotina regular de Botox.

A outra quase não utilizou a substância.

Aos 38 anos, as diferenças já podiam ser percebidas.

Aos 44, segundo os médicos, tornaram-se ainda mais evidentes.

Talvez o mais fascinante seja perceber que nosso rosto funciona quase como um registro daquilo que fazemos repetidamente.

Sorrisos, expressões de surpresa, tensão, preocupação e milhares de pequenos movimentos deixam marcas que vão se acumulando ao longo de décadas.

No caso dessas duas irmãs, uma única escolha estética feita ainda na juventude acabou criando uma oportunidade rara para observar esse processo.

Mesma idade.

Genética praticamente igual.

Mas duas histórias diferentes escritas no rosto.

Já imaginou isso?

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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