Desde que os primeiros casos de infecção pelo HIV surgiram, em 1982, muita coisa mudou. Graças ao avanço da ciência, ser portador do HIV não significa automaticamente desenvolver a AIDS. Mas, afinal, qual é a diferença entre essas duas siglas que costumam ser confundidas? De forma simples, o HIV é o vírus que ataca o sistema imunológico, enquanto a AIDS é a síndrome causada por esse ataque quando o sistema imunológico está severamente comprometido.
O HIV ataca as células de defesa chamadas linfócitos T-CD4+, que são essenciais para combater infecções. Com o tempo, o vírus se multiplica e destrói essas células, deixando o organismo vulnerável a doenças oportunistas. No entanto, muitas pessoas que vivem com HIV nunca chegam a desenvolver a AIDS, especialmente quando recebem diagnóstico precoce e seguem o tratamento com antirretrovirais. Esses medicamentos controlam o vírus, permitindo que os portadores levem uma vida saudável e inibam a transmissão em relações sexuais, desde que a carga viral esteja indetectável.
Além do tratamento, o conhecimento sobre como o HIV é transmitido é essencial para combater o estigma. O vírus pode ser transmitido por relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de objetos perfurocortantes ou de mãe para filho durante a gestação, parto ou amamentação. Porém, é importante destacar que medidas preventivas, como o uso de preservativos e tratamentos adequados, têm um impacto enorme na redução do contágio e na garantia de uma vida plena para quem convive com o vírus.