Cientistas brasileiros descobrem nova substância que pode tratar o Alzheimer

Cientistas brasileiros descobrem nova substância que pode tratar o Alzheimer

Estudo revela que substância derivada da cetamina pode ajudar a recuperar a capacidade de formar novas memórias.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Uma descoberta recente feita por cientistas brasileiros pode revolucionar o tratamento contra o Alzheimer. Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) encontraram na hidroxinorketamina (HNK), uma substância derivada da cetamina, a capacidade de restaurar a formação de novas memórias. A HNK atua na produção de proteínas no cérebro, essenciais para a comunicação entre neurônios, processo crítico para a consolidação de novas lembranças.

A HNK impede os danos causados pela doença ao restaurar as sinapses, ou seja, a comunicação entre as células do cérebro, mesmo na presença das placas de beta-amiloide. Isso pode evitar que pacientes percam informações recentes, como o nome de familiares ou o endereço de casa. Embora a substância não recupere memórias já destruídas, ela previne novas perdas e pode prolongar a funcionalidade cerebral.

Diferente da cetamina, a HNK não causa dependência ou alucinações, tornando-se uma alternativa segura para testes em humanos. Já utilizada em estudos de depressão severa, a substância tem efeitos mais duradouros do que os medicamentos convencionais.

Ferreira, líder do estudo, destaca que essa nova abordagem pode integrar um coquetel de medicamentos, visto que o Alzheimer é uma doença multifatorial, e tratamentos eficazes devem envolver múltiplas drogas.

O próximo passo é encontrar um laboratório que continue com os testes clínicos e torne o tratamento acessível para milhões de pessoas.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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