Influenciador "imortal" é diagnosticado com doença autoimune rara

Influenciador “imortal” é diagnosticado com doença autoimune rara

O influenciador "imortal" ainda acredita que a tecnologia pode curar o que a medicina julga impossível.


Luigi Viana
Por Luigi Viana

Imagine gastar cerca de dois milhões de dólares por ano, submeter o seu corpo a exames constantes, trocar plasma sanguíneo com o seu próprio filho e seguir uma rotina vegana cronometrada apenas para parar o relógio biológico. Essa é a vida de Bryan Johnson, o empresário de tecnologia que ficou mundialmente famoso como o homem que deseja ser “imortal”. Porém, o destino parece ter pregado uma peça irônica em quem pretendia vencer a morte: Johnson anunciou recentemente um diagnóstico de uma doença autoimune rara e incurável.

O desafio biológico de quem buscava ser imortal

O diagnóstico que paralisou a rotina rigorosa do empresário é a gastrite autoimune. Nesta condição específica, o próprio sistema imunológico do corpo ataca, por erro, as células saudáveis que revestem o estômago. Johnson descreveu a situação de forma dramática em suas redes sociais, afirmando que sente como se o seu estômago estivesse “comendo a si mesmo”. Segundo o influenciador, a doença afeta apenas entre dois e cinco por cento da população mundial.

A descoberta pegou o empresário de surpresa, já que ele passou anos sem saber que a condição se desenvolvia silenciosamente em seu organismo. Ele admite que esse processo autoimune, que também afetou sua tiroide, pode ter tido raízes em anos de estresse intenso na carreira, ganho de peso e uma dieta repleta de fast food e bebidas açucaradas durante a sua juventude, muito antes de iniciar sua jornada atual para se tornar o que ele chama de “imortal”.

“Na era da IA, multiómica e DNA, proteínas e células construídas sob medida, nenhuma condição deve ser presumida incurável simplesmente porque ninguém ainda tentou curá-la com o conjunto de ferramentas de hoje”.

Entenda a gravidade da gastrite autoimune

O prognóstico médico para essa condição não é nada animador. Atualmente, o padrão de cuidado clínico considera que não há uma cura para a gastrite autoimune, focando apenas no controle dos sintomas e na minimização de complicações. Os danos causados pela doença são descritos pelos médicos como irreversíveis, incluindo fatores como:

  • Deficiências nutricionais graves, que podem comprometer a saúde a longo prazo.

  • Anemia severa, dificultando a disposição diária e o bem-estar.

  • Aumento do risco de cancro do estômago, um fator de preocupação que exige monitoramento constante.

Influenciador "imortal" é diagnosticado com doença autoimune rara

Influenciador “imortal” é diagnosticado com doença autoimune rara

A rotina do influenciador que busca ser imortal continua?

Apesar do diagnóstico de uma doença que a medicina tradicional considera incurável, Bryan Johnson não pretende desistir de sua filosofia de “não morrer”. O empresário anunciou que planeia usar sua vasta base de dados, exames diagnósticos frequentes e biópsias repetidas para tentar encontrar uma solução tecnológica para o problema. Ele argumenta que seu protocolo de saúde, que já serviu de tema para um documentário da Netflix em 2025, deve ser mantido e ajustado conforme os resultados.

A conexão entre seus outros problemas de saúde agora parece clara para sua equipa médica. A falta de ferro no organismo dificultava o funcionamento da tiroide, e uma tiroide comprometida, por sua vez, reduzia a capacidade do corpo de absorver ferro, criando um ciclo vicioso difícil de tratar. Bryan Johnson, que ficou conhecido após vender sua empresa Braintree Venmo para o PayPal por 800 milhões de dólares em 2013, segue firme em sua busca por medir cada detalhe do corpo humano, mantendo o título de “pessoa mais biologicamente medida do mundo”.

“O prognóstico não é animador. O empresário explica que os tratamentos atualmente disponíveis limitam-se a controlar a doença e a minimizar as complicações, sem conseguirem travar a sua progressão”.

O impacto da busca pela imortalidade na saúde mental

Vale lembrar que a rotina de Johnson já enfrentou críticas por ser extremamente invasiva e cara. Embora ele defenda que o seu sistema cuida melhor dele do que ele mesmo faria, a notícia da doença incurável levanta questionamentos sobre os limites da ciência aplicada à longevidade. Para o público que acompanha o influenciador, fica a dúvida: será que a tecnologia moderna será suficiente para superar uma falha intrínseca do sistema imunológico, ou o influenciador “imortal” terá de aceitar as limitações do corpo humano?

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Sobre o autor

Luigi Viana

Luigi é criador de conteúdo e escreve sobre estética clássica, filosofia e o impacto da tecnologia digital na cultura contemporânea.

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