Seu filho é “enjoado” demais para comer? A culpa pode ser da genética

Seu filho é “enjoado” demais para comer? A culpa pode ser da genética

Estudo revela que a predisposição genética influencia a alimentação exigente nas crianças, mas o ambiente também desempenha papel crucial


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Se o seu filho é extremamente seletivo para comer, a genética pode ser uma das principais responsáveis. Um estudo britânico analisou os hábitos alimentares de gêmeos e descobriu que a seletividade alimentar tem um forte componente genético. Crianças que demonstram exigência aos 16 meses tendem a manter o comportamento até a adolescência. A pesquisa revelou que cerca de 74% dessa seletividade pode ser explicada pela genética.

No entanto, o ambiente familiar também desempenha um papel importante. Sentar-se à mesa com a família, expor a criança a uma alimentação variada e incentivar hábitos saudáveis podem ajudar a minimizar a seletividade. Além disso, o impacto social, como a influência de amigos, pode alterar a dinâmica alimentar, especialmente entre os 7 e 13 anos de idade, reforçando que hábitos alimentares não são imutáveis.

Portanto, embora a genética seja uma peça-chave, a criação de um ambiente saudável e o incentivo de novos sabores são fundamentais para moldar as preferências alimentares das crianças, dando espaço para a mudança ao longo do tempo.

Reportar um erro

Encontrou um erro neste conteúdo? Descreva o problema abaixo e nossa equipe verificará.

Reportar-erro

Compartilhar

Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

Saiba mais

Veja também