Setembro terá Lua de Sangue e eclipse lunar mais longo do século

Setembro terá Lua de Sangue e eclipse lunar mais longo do século

Esse espetáculo incrível está prestes a acontecer. Na noite de 7 para 8 de setembro de 2025,


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Já imaginou olhar para o céu e ver a Lua completamente tingida de vermelho por mais de uma hora? Esse espetáculo incrível está prestes a acontecer. Na noite de 7 para 8 de setembro de 2025, o mundo vai presenciar o eclipse lunar total mais longo do século, com nada menos que 82 minutos de totalidade.

O que transforma a Lua em vermelho intenso

Durante um eclipse lunar total, a Terra se coloca entre o Sol e a Lua, bloqueando a luz solar direta. No entanto, a atmosfera da Terra atua como um filtro natural. As cores de menor comprimento de onda, como azul e verde, se espalham, enquanto os tons avermelhados seguem adiante e alcançam a superfície lunar. Esse fenômeno é chamado de Espalhamento de Rayleigh e é o mesmo responsável pelos tons avermelhados dos pores do sol.

Dependendo das condições atmosféricas, a Lua pode variar do laranja suave ao vermelho intenso, criando um espetáculo digno de filmes de ficção científica.

Onde será possível ver a Lua de Sangue

O fenômeno será totalmente visível em países da Europa, África, leste da Austrália e Nova Zelândia. Nessas regiões, os observadores terão mais de uma hora para contemplar a Lua tingida de vermelho. No Brasil, o evento não poderá ser visto a olho nu, mas transmissões ao vivo estarão disponíveis em canais oficiais de astronomia, incluindo o do Observatório Nacional no YouTube.

Uma raridade cósmica

Eclipses lunares totais acontecem, em média, a cada dois anos, mas um com mais de 80 minutos de totalidade é algo extremamente raro. A última vez que o mundo viu algo parecido foi há mais de uma década, e mesmo assim com menor duração. Esse detalhe coloca o eclipse de 2025 como um marco astronômico do século XXI.

Curiosidades que você não sabia sobre eclipses lunares

  • Na antiguidade, muitos povos viam a Lua de Sangue como sinal de mau presságio. Para os Maias, por exemplo, era a representação de um jaguar devorando a Lua.

  • A cor observada pode ser influenciada pela poluição. Quanto mais partículas suspensas no ar, mais avermelhado o tom da Lua.

  • Diferente dos eclipses solares, os lunares podem ser vistos sem nenhum tipo de proteção nos olhos, já que não oferecem risco à visão.

Um convite para contemplar o céu

Mesmo que não seja visível diretamente do Brasil, este eclipse é uma oportunidade de parar alguns minutos, olhar para cima e lembrar que fazemos parte de um universo gigantesco e cheio de mistérios. Transmissões online vão permitir que todos acompanhem cada etapa do fenômeno sem precisar sair de casa.

Quem sabe esse evento não desperta em você uma nova paixão pela astronomia?

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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