Planeta k2 18b é a mais forte evidência de vida alienígena

Planeta k2 18b é a mais forte evidência de vida alienígena

Sinais químicos encontrados por cientistas sugerem que o exoplaneta K2-18 b pode ser um "mundo oceânico" cheio de microrganismos vivos.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Já imaginou se encontrássemos um planeta repleto de vida… mas a 124 anos-luz da Terra? Pois é. Cientistas acabam de dar um passo gigantesco nessa direção ao identificar gases biológicos na atmosfera do exoplaneta K2-18 b — e isso pode ser o indício mais forte até hoje da existência de vida alienígena.

Mas calma! Ainda não descobriram homenzinhos verdes com naves espaciais. O que foi encontrado são bioassinaturas químicas — ou seja, pistas de que pode haver processos biológicos acontecendo por lá, semelhantes aos que temos aqui na Terra.

O que encontraram no planeta K2-18 b?

O Telescópio Espacial James Webb, que já é uma verdadeira estrela da astronomia, detectou dois gases curiosos na atmosfera desse planeta:

  • Sulfeto de dimetila (DMS)

  • Dissulfeto de dimetila (DMDS)

Na Terra, esses gases são produzidos exclusivamente por organismos vivos, principalmente por fitoplânctons, aquelas pequenas criaturas microscópicas que vivem nos oceanos. A presença deles em outro planeta levanta uma pergunta que está martelando a cabeça dos cientistas: será que K2-18 b é um mundo oceânico cheio de vida microbiana?

E mais: a quantidade desses gases na atmosfera é milhares de vezes maior do que o que existe por aqui. Segundo os pesquisadores, não há explicação conhecida sem envolver atividade biológica.

O que torna esse planeta tão especial?

K2-18 b não é um planeta qualquer. Ele tem algumas características que o colocam como um forte candidato à vida:

  • Está na “zona habitável” de sua estrela, ou seja, a uma distância ideal onde água líquida pode existir.

  • É 2,6 vezes maior que a Terra, com 8,6 vezes mais massa.

  • Gira em torno de uma estrela anã vermelha mais fria e menos brilhante que o nosso Sol.

  • Fica na constelação de Leão, a 124 anos-luz da Terra.

E o mais interessante: ele pode ter uma atmosfera rica em hidrogênio e oceanos quentes, ideais para formas de vida simples.

Estamos entrando na era da astrobiologia observacional

Segundo o astrofísico Nikku Madhusudhan, que liderou a pesquisa, essa é a primeira vez que conseguimos detectar possíveis bioassinaturas em um planeta fora do sistema solar com o nível de confiança atual (99,7%!). E isso abre um novo capítulo na busca por vida no cosmos.

Esse tipo de descoberta marca o nascimento da chamada astrobiologia observacional — o estudo direto de possíveis sinais de vida em outros planetas usando telescópios e instrumentos modernos.

Curiosidades que vão explodir sua mente

  • Um ano-luz equivale a cerca de 9,5 trilhões de quilômetros. Ou seja, se fôssemos até K2-18 b com a tecnologia atual, levaríamos milhares de anos.

  • Desde os anos 90, já foram descobertos mais de 5.800 exoplanetas — e K2-18 b está entre os mais promissores.

  • O James Webb é tão sensível que consegue detectar moléculas na atmosfera de planetas a milhões de quilômetros de distância.

E agora? Estamos sozinhos?

Apesar da empolgação, os cientistas pedem cautela. Ainda são necessários mais estudos, revisões e análises independentes para confirmar essa possível descoberta. Mas uma coisa é certa: estamos mais perto do que nunca de responder uma das perguntas mais antigas da humanidade: "Estamos sozinhos no Universo?"

Enquanto isso… já imaginou o que mais pode estar lá fora?

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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