Há pouco tempo, a Agência Espacial Japonesa (Jaxa) celebrou um feito histórico com o pouso da sonda não-tripulada Slim na Lua nesta sexta-feira (19/1). Contudo, a alegria foi seguida por desafios, já que a sonda enfrenta problemas nos painéis solares, os quais deixaram de gerar eletricidade. A corrida contra o tempo se intensifica, pois a Slim agora depende exclusivamente de suas baterias, que têm uma vida útil limitada a algumas horas.
Os engenheiros da Jaxa estão empenhados em identificar a causa do problema nos painéis solares e buscar soluções para restabelecer sua funcionalidade. Mesmo com esse contratempo, a sonda continua a se comunicar com a Terra, mantendo as esperanças de resolução do problema.
Jonathan Amos, correspondente de Ciência da BBC, alertou que, se a situação não for corrigida e as baterias descarregarem, a missão perderá comunicação. A Jaxa está avaliando diferentes cenários, incluindo a possibilidade de a Slim recuperar energia quando a luz da Terra incidir em uma direção diferente.
A incerteza persiste, pois a Slim enfrenta condições adversas, como as baixas temperaturas lunares durante a noite, que podem afetar componentes eletrônicos. Apesar dos desafios técnicos, muitos japoneses comemoram a conquista histórica, pois o Japão se tornou a quinta nação a pousar na Lua, juntando-se aos Estados Unidos, antiga União Soviética, China e Índia.
A Jaxa considera a missão da Slim um marco importante e um passo significativo para a exploração espacial futura. Mesmo diante dos contratempos, a agência planeja usar o tempo restante da bateria para entender a situação e obter o máximo de dados possível. Após dois anos mapeando Bennu, a sonda Osiris-Rex da NASA coletou uma amostra, e a Slim representa o segundo esforço da Jaxa para pousar na Lua, após a perda de contato com a sonda Omotenashi em 2022.
O futuro espacial do Japão se desenha com ambições para enviar mais sondas à Lua e até projetos para Marte. A Slim, mesmo diante dos desafios, proporciona aprendizado valioso para aprimorar a tecnologia espacial japonesa, visando não apenas a Lua, mas também destinos mais distantes, como Marte.