Cientistas da Escola de Medicina Perelman da Universidade da Pensilvânia alcançaram um marco histórico ao realizar a perfusão bem-sucedida do fígado de um porco utilizando sangue de um doador humano recentemente falecido. O experimento, conduzido em dezembro de 2023, visa criar uma "ponte" para pacientes gravemente enfermos que aguardam um transplante de fígado.
Em um comunicado oficial, o líder do estudo, Dr. Abraham Shaked, destacou a tragédia da espera por transplantes de órgãos, sublinhando a importância de buscar alternativas para prolongar a vida desses pacientes. O sucesso inicial do experimento oferece uma visão de um futuro inovador, proporcionando esperança a pacientes que enfrentam insuficiência hepática.
Durante o procedimento, o sistema circulatório e respiratório do doador foram mantidos artificialmente em funcionamento após a confirmação da morte encefálica. O fígado do doador permaneceu no lugar, enquanto o fígado do porco, geneticamente modificado para minimizar a rejeição, foi conectado ao sistema circulatório do doador fora do corpo. O sangue do doador circulou pelo fígado suíno por 72 horas, sem sinais de inflamação ou complicações.
Esta abordagem pode oferecer uma alternativa crucial para pacientes na lista de espera por transplantes de fígado, reduzindo significativamente o tempo de espera, que atualmente pode chegar a até 5 anos. Além disso, há potencial para utilizar essa técnica como um tratamento temporário para pessoas em recuperação de lesões hepáticas.
Os resultados, marcando a primeira fase de um estudo mais amplo, estão sendo aguardados com grande expectativa, com planos de expandir o experimento para incluir mais três doadores falecidos.