Um estudo recente divulgado pelo The Lancet Neurology e apresentado no World Stroke Congress revela um dado alarmante: a poluição do ar está diretamente associada ao aumento dos casos de acidente vascular cerebral (AVC). Entre 1990 e 2021, houve um crescimento de 70% nos episódios de AVC no mundo, com 44% mais mortes e um aumento de 32% nas incapacidades causadas pela doença.
Além da poluição do ar, fatores como sedentarismo, obesidade e hipertensão também são responsáveis por 84% dos casos. Em países de baixa e média renda, onde a exposição à poluição é maior, as taxas de AVC hemorrágico são até dez vezes superiores às dos países desenvolvidos. A poluição por partículas finas, em especial, está ligada a tipos graves de AVC, como a hemorragia subaracnoide.
Os especialistas reforçam a importância de políticas públicas que priorizem a prevenção, além de medidas simples como a prática de atividades físicas e o controle da hipertensão e diabetes, fatores cruciais na redução dos riscos. É vital também que a população tenha acesso a tratamentos adequados, além de centros de reabilitação, para minimizar as sequelas dessa doença.