Dormir só 4 horas e acordar ótimo? Tem gente que consegue

Dormir só 4 horas e acordar ótimo? Tem gente que consegue

A curiosa síndrome genética que faz algumas pessoas dormirem pouquíssimo e mesmo assim se sentirem incríveis.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Você provavelmente já ouviu que dormir menos de 7 horas por noite faz mal para a saúde, certo? Mas… e se existissem pessoas que precisam de só 4 horas de sono por noite e continuam 100% bem? Sem café, sem cochilo, sem olheiras!

Pois isso existe — e tem nome: síndrome do sono curto.

O que é a síndrome do sono curto?

Essa condição rara afeta um grupo bem pequeno de pessoas ao redor do mundo, que naturalmente dormem entre 3 e 6 horas por noite e acordam se sentindo revigoradas, como se tivessem dormido uma noite inteira.

Elas não precisam compensar nos finais de semana, não têm sono acumulado e não apresentam os típicos sinais de privação de sono. E o mais impressionante: isso não é fruto de esforço ou treino, mas sim de genética.

Personalidades históricas com sono curto

Napoleão Bonaparte, Margaret Thatcher e até mesmo Luiza Trajano, do Magazine Luiza, são exemplos de pessoas conhecidas por dormirem pouco e renderem muito.

Coincidência? Talvez não. A ciência começa a mostrar que isso pode estar ligado a mutações genéticas raras que afetam o relógio biológico do corpo humano.

Cientistas descobriram o gene do “sono turbo”

Pesquisadores da Universidade da Califórnia descobriram mutações em pelo menos quatro genes diferentes, incluindo um chamado SIK3. Ele envia sinais químicos que fazem o corpo acelerar funções de recuperação enquanto dorme, como se todo o "serviço noturno" fosse feito em modo turbo.

Ou seja, essas pessoas dormem menos, mas dormem de forma mais eficiente.

E se o futuro do sono for genético?

A esperança dos cientistas é que entender essas mutações ajude, no futuro, a tratar problemas como insônia, apneia do sono e outros distúrbios que afetam milhões de pessoas no mundo todo.

Imagine: ao invés de dormir mais, você poderia aprender a dormir melhor, gastando menos tempo e acordando com mais disposição.

Curiosidade extra: e o cochilo?

Quem tem a síndrome do sono curto raramente sente sono durante o dia. Elas não precisam de "power nap", nem café para ficar de pé. Parece superpoder? É só genética trabalhando a seu favor.

E você? Dormiria menos se pudesse?

Deixaria de lado 3 ou 4 horas de sono por dia se isso não afetasse sua saúde? O que faria com esse tempo extra? Estudaria? Trabalharia mais? Ou veria mais uma temporada da sua série preferida?

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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