Cúpula da OTAN - Trump, protestos e o que esperar da reunião

Cúpula da OTAN – Trump, protestos e o que esperar da reunião

Enquanto líderes mundiais se preparam para decisões militares, manifestantes tomam as ruas e Trump promete ser a estrela da reunião.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Na próxima terça-feira, dia 24 de junho, todos os olhos do mundo vão se voltar para Haia, na Holanda. É lá que vai acontecer a tão aguardada Cúpula da OTAN, a principal reunião anual da aliança militar que ainda dita as regras do jogo quando o assunto é segurança global.

A maior operação de segurança da história da Holanda

Para você ter ideia da tensão, a cúpula deste ano será a mais cara e a mais protegida da história da OTAN. Serão mais de 200 milhões de dólares gastos apenas com segurança. O motivo? Um cenário internacional inflamável e, claro, a presença de Donald Trump, que volta ao evento como presidente dos Estados Unidos.

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O chefe da OTAN, Mark Rutte conversando com Donald Trump

 

Protestos nas ruas de Haia

Antes mesmo da cúpula começar, as ruas de Haia já foram palco de grandes protestos. Milhares de pessoas se reuniram no domingo para criticar o aumento dos gastos militares e condenar os recentes ataques dos EUA ao Irã. Além disso, manifestações contra a guerra em Gaza e a escalada da tensão entre Israel e o Irã também marcaram o clima na cidade.

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Pessoas participam de uma manifestação antes da cúpula da OTAN em Haia, Holanda

 

Os manifestantes acusam a OTAN de ser uma máquina de guerra e reclamam que os investimentos em defesa estão superando gastos sociais em vários países da Europa.

Trump: a peça central da reunião

Mas a grande estrela da cúpula será mesmo Donald Trump. Conhecido por sua postura imprevisível e suas cobranças duras, Trump já deixou claro o que espera deste encontro: mais dinheiro dos aliados europeus para defesa.

O presidente americano vem pressionando os países membros a aumentarem os gastos militares para, no mínimo, 3,5% do PIB. Alguns rumores indicam que ele deseja elevar essa meta para 5%.

Trump também tem cobrado uma postura mais firme contra a Rússia e tem feito pressão para que os aliados deixem de depender tanto dos EUA para sua proteção.

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Cúpula da OTAN em 2021 aconteceu em Bruxelas

 

Nos bastidores, a ordem dos organizadores é simples: fazer uma cúpula curta, sem polêmicas e sem debates longos… tudo para evitar embates públicos com Trump. O documento final da reunião, por exemplo, terá apenas cinco parágrafos.

Um encontro que pode mexer com o futuro

Além das questões de gastos, a cúpula deve abordar temas sensíveis como a defesa da fronteira leste da Europa, a guerra na Ucrânia e as estratégias da OTAN para os próximos anos.

Mesmo com um roteiro enxuto, o que for decidido ali pode afetar diretamente o equilíbrio militar do planeta.

Em tempos de guerra, tensões nucleares e crises econômicas, cada movimento da OTAN ecoa no mundo inteiro. E com Trump no centro do palco, o que era para ser uma reunião diplomática… pode muito bem virar um novo espetáculo político.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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