Cientistas afirmam que raciocinar dói. Agora muita gente vai ter desculpa pra não pensar.

Cientistas afirmam que raciocinar dói. Agora muita gente vai ter desculpa pra não pensar.

Descubra o impacto do esforço mental no nosso bem-estar e por que muitas vezes evitamos atividades desafiadoras.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Pensar dói? Entenda por que o esforço mental pode ser desconfortável para muitas pessoas e o que está por trás disso. Segundo um estudo recente, quando nos deparamos com atividades que exigem alto nível de concentração e raciocínio, como resolver problemas complexos ou tomar decisões importantes, o cérebro interpreta esse processo como uma "carga" que gera desconforto e até exaustão mental. Isso acontece, em parte, porque o nosso cérebro consome mais energia em atividades complexas, o que pode gerar sensações como cansaço, irritação e estresse.

Pesquisadores da Universidade Radboud, na Holanda, analisaram 170 estudos que relacionam tarefas mentalmente desafiadoras com sentimentos desagradáveis, incluindo até distúrbios de sono. Esse desconforto ocorre em diversos contextos, desde o ambiente corporativo até a vida acadêmica, e não é algo exclusivo de tarefas complexas: até decisões cotidianas, quando exigem análise profunda, ativam áreas do cérebro que consomem mais energia, o que contribui para a sensação de esgotamento.

Mas por que, então, nos engajamos em atividades desafiadoras, como estudar ou jogar xadrez? Pesquisadores apontam que, apesar do desconforto, as recompensas emocionais e sociais desempenham um papel importante, seja pela satisfação de resolver um problema, de ganhar um jogo ou de socializar. Além disso, hábitos que estimulam o descanso mental, como limitar o uso de dispositivos antes de dormir, ajudam a equilibrar a mente e evitar os efeitos negativos do excesso de esforço mental.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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