AnúncioAnuncie aqui

Anuncie
Céu de novembro terá superlua, chuva de meteoros e alinhamento planetário

Céu de novembro terá superlua, chuva de meteoros e alinhamento planetário

A Lua cheia de 24 de novembro será um dos destaques, mas o calendário reserva outros motivos para acompanhar a noite.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Imagine terminar o dia, olhar entre os prédios e encontrar uma Lua cheia chamando atenção no horizonte. Algumas madrugadas antes, naquele mesmo céu, pequenos fragmentos de um cometa poderão ter produzido riscos luminosos rápidos demais para uma fotografia improvisada. Novembro de 2026 reúne essas duas experiências, além de encontros aparentes entre planetas e uma estrela temporariamente escondida pela Lua.

O céu de novembro terá uma superlua no dia 24 e a chuva de meteoros Leônidas com atividade máxima prevista para a noite de 17 para 18. Para quem observa do Brasil, a madrugada do dia 18 será uma oportunidade de procurar os meteoros, enquanto a Lua cheia poderá ser acompanhada ao anoitecer do dia 24.

Nem todas as atrações exigem equipamentos. Em muitos casos, o mais importante será escolher o horário, encontrar uma área com boa visibilidade e torcer para que as nuvens deem uma trégua. Também vale lembrar que um evento previsto no calendário não será necessariamente visível de qualquer cidade.

A expressão descreve uma Lua cheia que ocorre perto do perigeu, o ponto de maior aproximação entre a Lua e a Terra em sua órbita

A expressão descreve uma Lua cheia que ocorre perto do perigeu, o ponto de maior aproximação entre a Lua e a Terra em sua órbita

O que observar no céu de novembro de 2026?

A Lua funciona como um marcador fácil de acompanhar ao longo do mês. Em algumas noites, sua claridade domina a paisagem. Em outras, o céu fica mais escuro, favorecendo a observação de objetos menos brilhantes.

Segundo os dados do Observatório Naval dos Estados Unidos, convertidos para o horário de Brasília, estas são as quatro fases principais de novembro:

Fase da Lua Data Horário de Brasília
Quarto minguante 1º de novembro 17h28
Lua nova 9 de novembro 4h02
Quarto crescente 17 de novembro 8h48
Lua cheia 24 de novembro 11h53

Esses horários representam o instante astronômico de cada fase, e não o momento em que a Lua nasce. A fase acontece simultaneamente para todo o planeta, mas o relógio local muda conforme o fuso. Já o nascimento do satélite depende da localização do observador.

As fases surgem porque vemos diferentes porções da metade da Lua iluminada pelo Sol durante sua órbita. Não são provocadas pela sombra da Terra, que participa de outro fenômeno: o eclipse lunar. O ciclo entre duas luas novas dura, em média, aproximadamente 29,5 dias.

Quando será a superlua e o que muda na aparência?

A superlua de novembro está prevista para 24 de novembro. A expressão descreve uma Lua cheia que ocorre perto do perigeu, o ponto de maior aproximação entre a Lua e a Terra em sua órbita. A NASA inclui essa data em seu calendário de superluas.

Como a órbita lunar não é um círculo perfeito, a distância entre os dois corpos varia. Em novembro, o perigeu ocorrerá no dia 25, depois do instante da Lua cheia. Portanto, os dois acontecimentos estarão próximos, mas não serão simultâneos.

Para quem observa, a diferença de tamanho é discreta, especialmente sem uma imagem de referência para comparação. A Lua não ocupará uma parte gigantesca do céu. Ainda assim, acompanhar seu surgimento no horizonte pode render uma bela experiência.

Existe também um efeito que costuma aumentar essa impressão: a chamada ilusão lunar. Perto de prédios, árvores ou montanhas, a Lua pode parecer maior do que quando está alta. Essa percepção não significa que ela tenha se aproximado subitamente da Terra.

Como o instante da fase cheia acontecerá durante o dia no horário de Brasília, a ocasião mais prática para contemplá-la será ao anoitecer. O horário exato de seu nascimento varia de cidade para cidade.

AnúncioAnuncie aqui

A superlua não precisa parecer gigantesca para transformar uma pausa no fim do dia em um momento de observação.

Quando procurar a chuva de meteoros Leônidas?

A chuva de meteoros Leônidas acontece quando a Terra atravessa material deixado pelo cometa 55P/Tempel-Tuttle. Ao entrar na atmosfera em alta velocidade, essas partículas produzem os rastros luminosos popularmente chamados de estrelas cadentes. Apesar do apelido, nenhuma estrela está caindo.

O calendário da Organização Internacional de Meteoros prevê o máximo regular para 17 de novembro, às 23h45 em Tempo Universal, equivalente a 20h45 de Brasília. Esse instante, porém, não corresponde automaticamente à melhor condição de observação em cada região. No Brasil, vale procurar os meteoros na madrugada do dia 18, quando a região de origem aparente da chuva estiver mais alta no céu. imo.net

Essa região recebe o nome de radiante e fica na direção da constelação de Leão. Os rastros, entretanto, podem aparecer em diferentes partes do céu. Por isso, observar uma área ampla é mais útil do que fixar os olhos em um único ponto.

As orientações da NASA sobre as Leônidas destacam a observação após a meia-noite, em locais afastados da iluminação urbana. Não é necessário usar telescópio: o equipamento limita o campo de visão e não é a melhor ferramenta para acompanhar rastros imprevisíveis.

Reserve tempo para os olhos se adaptarem à escuridão e evite consultar o celular continuamente. Nuvens, iluminação artificial e a posição do radiante influenciam o resultado. Uma chuva de meteoros também não significa riscos luminosos aparecendo sem parar: intervalos de espera fazem parte da experiência.

A chuva de meteoros Leônidas acontece quando a Terra atravessa material deixado pelo cometa 55P/Tempel-Tuttle

A chuva de meteoros Leônidas acontece quando a Terra atravessa material deixado pelo cometa 55P/Tempel-Tuttle

Quais outros encontros merecem entrar no calendário?

O céu de novembro também terá uma ocultação de Regulus no dia 3, visível em determinadas regiões. Nesse fenômeno, a Lua passa à frente da estrela e bloqueia temporariamente sua luz para quem está na faixa adequada de observação. Fora dela, o observador poderá perceber apenas uma aproximação entre os astros.

No dia 7, a Lua e Vênus aparecerão próximos na direção do amanhecer. Já entre os dias 15 e 16, Marte e Júpiter estarão próximos no céu. Esses encontros são efeitos de perspectiva: os planetas continuam separados por grandes distâncias no espaço.

Em 20 de novembro, Mercúrio atingirá sua maior elongação oeste, ou seja, sua maior separação angular do Sol naquela aparição matutina. Isso favorece sua procura antes do nascer do Sol, embora um horizonte desimpedido e as condições locais continuem sendo fundamentais.

Por fim, Urano estará em oposição no dia 25. Nessa configuração, o planeta aparece na direção oposta à do Sol no céu e fica disponível para observação durante grande parte da noite. Seu brilho fraco torna a localização mais exigente, e a claridade da Lua quase cheia poderá atrapalhar.

Para aproveitar o mês, não é preciso tentar acompanhar tudo. Escolha uma madrugada para procurar meteoros ou separe alguns minutos para observar a Lua. O calendário indica quando olhar; a experiência começa quando você encontra tempo para prestar atenção.

AnúncioAnuncie aqui

Reportar um erro

Encontrou um erro neste conteúdo? Descreva o problema abaixo e nossa equipe verificará.

Reportar-erro

Compartilhar

Siga o Já Imaginou Isso?

Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

Saiba mais

Veja também

Compartilhar