Veja fatos sobre a operação mais letal do Rio de Janeiro

Veja fatos sobre a operação mais letal do Rio de Janeiro

Ação com 2,5 mil agentes deixou mais de 120 mortos e parou o Rio.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Já imaginou acordar e ver helicópteros, tiros e carros blindados ocupando o céu e as ruas da sua cidade? Foi assim que amanheceu o Rio de Janeiro nesta quarta-feira, em um cenário que mais parecia um campo de guerra.

A megaoperação nos Complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte, deixou 121 mortos, segundo o balanço divulgado pelo governo fluminense. Entre as vítimas, estão quatro policiais. É o número mais alto já registrado em uma única ação policial na história do estado.

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A megaoperação ocorreu nos Complexos da Penha e do Alemão

Uma cidade paralisada

A magnitude da operação foi tão grande que 83 escolas tiveram as aulas suspensas, ônibus pararam de circular e várias vias foram bloqueadas. Ao todo, 2,5 mil agentes civis e militares participaram da ação.

Moradores relataram cenas de desespero e improvisaram uma espécie de cortejo, levando corpos até a Praça São Lucas, na Penha.
Segundo a Polícia Civil, 63 corpos foram localizados na mata durante as buscas, o que reforça a dimensão do confronto.

“Estamos diante da operação mais letal da história do Rio”, declarou um especialista em segurança pública ao avaliar os números.

O que foi o “Muro do Bope”?

Durante entrevista coletiva, o secretário da Polícia Militar, Marcelo de Menezes, explicou a tática adotada pelas forças de segurança.
Segundo ele, a operação contou com uma estratégia chamada “Muro do Bope”, em que os policiais cercaram os criminosos a partir da Serra da Misericórdia, empurrando-os em direção a uma área de mata fechada onde o Batalhão de Operações Especiais já aguardava.

A intenção, segundo o governo, era conter o avanço de integrantes do Comando Vermelho (CV) que tentavam escapar pela região.

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A intenção, segundo o governo, era conter o avanço de integrantes do CV

Um episódio que entra para a história

A ação, batizada de “Operação Contenção”, já é considerada um dos episódios mais intensos e controversos da segurança pública brasileira.
Além das mortes, a operação reacendeu discussões sobre o uso da força policial em áreas urbanas e os impactos sobre as comunidades.

“O Rio vive uma rotina em que a linha entre segurança e tragédia se torna cada vez mais tênue”, comentou um morador ao relatar o medo e o caos que tomaram conta da região.

O futuro da segurança no Rio

Autoridades afirmam que a megaoperação tinha como foco enfraquecer as rotas de tráfico e impedir a expansão territorial das facções.
Mas especialistas alertam: sem políticas públicas e ações sociais nas favelas, o ciclo de violência tende a se repetir.

Enquanto isso, os moradores da Penha e do Alemão seguem tentando voltar à normalidade, entre memórias de tiros, helicópteros e sirenes — lembranças de um dia que ficará marcado na história do Rio de Janeiro.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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