Já imaginou trocar o antidepressivo por corrida? Será?

Já imaginou trocar o antidepressivo por corrida? Será?

Estudo revela que correr pode ser tão eficaz quanto remédio no combate à depressão e ainda melhora o corpo por inteiro


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Você já parou pra pensar que o seu par de tênis pode fazer o que muitos comprimidos fazem? Um estudo realizado pela Vrije Universiteit Amsterdam trouxe uma revelação impressionante: a corrida pode ter efeitos tão eficazes quanto antidepressivos no tratamento da depressão e da ansiedade.

Durante 16 semanas, os pesquisadores acompanharam dois grupos: um que praticava corrida regularmente e outro que tomava antidepressivos como escitalopram ou sertralina. O resultado? Cerca de 44% de ambos os grupos tiveram uma melhora significativa nos sintomas de ansiedade e depressão.

Mas a história não para por aí…

A diferença entre correr e medicar está nos efeitos colaterais

Enquanto os dois tratamentos mostraram benefícios para a mente, os efeitos no corpo foram bem diferentes. O grupo da corrida perdeu peso, reduziu a circunferência abdominal, baixou a pressão arterial e ainda melhorou a saúde do coração.

Já os que optaram pelos medicamentos tiveram leves pioras nesses mesmos aspectos físicos. Ou seja: o exercício não só mexe com a mente, como transforma o corpo inteiro.

Por que nem todo mundo corre?

Mesmo com resultados tão positivos, a adesão ao exercício foi menor. Apenas 52% conseguiram manter o ritmo da corrida, enquanto 82% seguiram com os remédios. Afinal, correr exige tempo, energia e um certo esforço de vontade.

Mas isso também mostra uma coisa: o que funciona para um, pode não funcionar para outro. O segredo está em encontrar o que se encaixa melhor na sua vida. E combinar as duas abordagens também pode ser uma ótima saída.

Movimento é remédio… e dos bons

A ciência deixa claro: se você pode correr, corra. Não só para emagrecer ou ficar em forma, mas para proteger sua saúde mental. E mesmo que você não troque os remédios pela corrida, incluir o exercício na rotina pode potencializar os efeitos do tratamento.

Sempre com acompanhamento médico, claro.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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