Já imaginou ser obrigado a tomar cerveja todo santo dia, e ainda dizer que isso arruinou a sua vida? Pois foi exatamente isso que um mestre cervejeiro alegou ao entrar na Justiça contra a Ambev. Ele disse que, por mais de 15 anos, precisou experimentar quatro litros de cerveja por dia enquanto trabalhava na fábrica. Resultado? Alcoolismo e aposentadoria por invalidez.
Mas calma que essa história não terminou com brinde. O Tribunal entendeu que não havia prova suficiente de que o vício estava diretamente ligado ao trabalho. E mais: a Ambev alegou que os testes eram feitos com pequenos goles, apenas o suficiente para sentir o sabor.
Apesar de ter apresentado documentos que comprovavam o tratamento contra a dependência, o ex-funcionário perdeu em todas as instâncias. Segundo a Justiça, os sintomas começaram anos após o desligamento da empresa, o que quebrou o nexo entre causa e efeito.
E tem mais:
Mesmo após sair da Ambev, ele voltou a trabalhar como mestre cervejeiro em outras empresas do ramo. Será que alguém com dependência diagnosticada teria condições de seguir na mesma função?
Curiosidade extra:
Você sabia que existe até concurso internacional de sommelier de cerveja? Profissionais altamente treinados avaliam aroma, sabor e textura da bebida, mas sem precisar engolir nada. É tudo sobre técnica, não sobre virar o copo!
E o Brasil?
Apesar do amor nacional pela cervejinha, o Brasil não tem leis específicas para proteger trabalhadores de degustação de bebidas alcoólicas. A legislação trabalhista prevê normas para ambientes com riscos químicos e biológicos, mas a linha entre prazer e perigo ainda é turva no mundo etílico.
Então fica a pergunta:
Beber no trabalho pode ser motivo de aposentadoria?
Ou é só mais uma história que terminou com gosto amargo?