Depois de anos em que muita gente acreditou que a covid tinha ficado para trás, uma nova variante voltou a chamar atenção das autoridades de saúde.
Ela ganhou um apelido curioso, “Cicada”, e já está se espalhando rapidamente pelos Estados Unidos. A chamada variante “Cicada” da covid, conhecida cientificamente como BA.3.2, já foi identificada em 25 estados americanos e em mais de 20 países.
Embora os especialistas digam que ainda não há motivo para pânico, o avanço da nova cepa mostra que o coronavírus continua evoluindo e encontrando novas formas de circular.

A variante “Cicada” da covid é uma subvariante da Ômicron
O que é a variante “Cicada” da covid?
A variante “Cicada” da covid é uma subvariante da Ômicron, linhagem que surgiu no fim de 2021 e se tornou dominante em grande parte do mundo.
A BA.3.2 foi identificada pela primeira vez no final de 2024, na África do Sul, e passou a se espalhar com mais força ao longo de 2025.
Hoje, além dos Estados Unidos, ela já foi registrada em países da Europa, Ásia, Oceania e África.
O apelido “Cicada” não é oficial.
Ele surgiu porque a variante ficou um tempo menos perceptível e depois voltou a aparecer, lembrando o comportamento das cigarras, insetos conhecidos por passarem longos períodos escondidos antes de reaparecerem em massa.

Hoje, além dos Estados Unidos, ela já foi registrada em países da Europa, Ásia, Oceania e África
Variante “Cicada” da covid preocupa?
Por enquanto, os especialistas pedem calma.
Ainda não há evidências de que a variante “Cicada” da covid provoque quadros mais graves do que outras variantes recentes que circularam durante o inverno de 2025 e 2026.
Os casos observados até agora costumam ser leves ou moderados, especialmente entre pessoas vacinadas.
No entanto, existe uma preocupação importante.
A variante “Cicada” da covid apresenta diversas mutações na proteína Spike, justamente a parte do vírus usada para invadir as células humanas.
Essas mutações podem dificultar o reconhecimento do vírus pelo sistema imunológico.
Na prática, isso significa que pessoas vacinadas ou que já tiveram covid podem ter mais facilidade para se reinfectar.
A variante “Cicada” da covid não parece mais agressiva, mas pode escapar melhor das defesas do organismo.
As vacinas atuais ainda ajudam a evitar casos graves, hospitalizações e mortes, mas podem ser menos eficazes para impedir a infecção em si.
Quais sintomas da variante “Cicada” da covid?
Os sintomas observados até agora são muito parecidos com os de outras variantes da Ômicron.
Não há sinais totalmente novos ou incomuns.
Entre os sintomas mais relatados da variante “Cicada” da covid estão:
- Dor de garganta
- Tosse seca
- Cansaço intenso
- Dores no corpo
- Febre
- Calafrios
- Dor de cabeça
Algumas pessoas também relatam dificuldade leve para respirar, náusea, desconforto gastrointestinal e sensação de gripe forte.
Na maioria dos casos, a doença dura poucos dias e melhora com repouso, hidratação e monitoramento.
Mas alguns sinais merecem mais atenção.

Na maioria dos casos, a doença dura poucos dias e melhora com repouso, hidratação e monitoramento
Quando os sintomas merecem preocupação?
Nem todo caso de covid exige hospital.
Porém, se a pessoa apresentar falta de ar intensa, febre persistente, dor no peito, dificuldade para se alimentar ou piora rápida dos sintomas, é importante procurar atendimento médico.
Idosos, pessoas imunossuprimidas, gestantes e pacientes com doenças crônicas continuam sendo os grupos que mais exigem cuidado.
Mesmo com sintomas leves, a variante “Cicada” da covid ainda pode ser perigosa para pessoas mais vulneráveis.
Outro ponto importante é evitar contato com outras pessoas ao perceber os primeiros sintomas.
Isso ajuda a reduzir a transmissão e proteger quem está ao redor.
O que fazer se você sentir sintomas?
Se houver suspeita de covid, a recomendação continua sendo simples.
Ficar em casa, descansar, beber bastante líquido e evitar contato próximo com outras pessoas.
Também é importante observar a evolução dos sintomas e procurar ajuda médica se houver piora.
Além disso, cuidados básicos continuam fazendo diferença.
Lavar as mãos com frequência, manter ambientes ventilados e evitar contato com pessoas doentes ainda são medidas eficazes.
A variante “Cicada” da covid mostra que, mesmo anos depois do início da pandemia, o coronavírus continua mudando.
Talvez a diferença agora seja que o mundo está mais preparado para lidar com ele.