Um em cada 9 adolescentes usa cigarro eletrônico no Brasil

Um em cada 9 adolescentes usa cigarro eletrônico no Brasil

Cigarros eletrônicos ganham força entre jovens e preocupam especialistas.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Você já imaginou que um dispositivo colorido, com cheirinho de tutti-frutti, poderia esconder um risco tão sério à saúde quanto o cigarro tradicional? Pois é… os vapes, ou cigarros eletrônicos, viraram febre entre os adolescentes — e o problema é maior do que parece.

De acordo com uma pesquisa recente da Unifesp, um em cada nove adolescentes brasileiros já usa cigarro eletrônico, mesmo sendo um produto proibido no país. E mais: o número de jovens que usam vape já é cinco vezes maior que o de fumantes de cigarro comum.

Vapor que parece inofensivo, mas é puro veneno

Os cigarros eletrônicos foram vendidos como “alternativa mais segura” ao cigarro, mas a realidade é bem diferente. Eles liberam uma névoa cheia de nicotina e outras substâncias tóxicas, muitas vezes em concentrações ainda maiores do que o cigarro tradicional.

A ilusão de que “não faz mal” é o que torna tudo mais perigoso. Os sabores adocicados e o design moderno escondem o fato de que o vape vicia.. e vicia rápido.

Proibido, mas fácil de conseguir

Mesmo com a venda proibida no Brasil, basta uma busca rápida na internet para encontrar lojas oferecendo o produto com entrega em casa. Jovens compram com facilidade, compartilham entre amigos e criam uma cultura de uso que passa longe do radar da família e da escola.

A professora Clarice Madruga, coordenadora da pesquisa, afirma:

“Tivemos uma queda histórica no tabagismo desde os anos 1990, mas o vape surgiu como um novo desafio invisível.”

Um hábito que parece moderno, mas é um retrocesso

A popularidade do vape entre adolescentes representa um retrocesso nas políticas antitabagistas que o Brasil levou décadas para construir. O apelo tecnológico e a aparência “cool” do aparelho criaram um disfarce perigoso para o retorno de um velho inimigo: o vício em nicotina.

E agora, o que fazer?

Se você é pai, mãe, educador ou simplesmente alguém preocupado com a saúde da nova geração, é hora de ficar atento. Conversar sobre os riscos, mostrar o que há por trás do vapor e oferecer apoio são atitudes essenciais.

E se você está lendo isso e já experimentou ou usa vape, saiba: é possível largar o vício e recuperar sua liberdade. O primeiro passo é sempre reconhecer o problema, e nunca é tarde pra começar de novo.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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