Rotativo do cartão: armadilha que prende milhões de brasileiros

Rotativo do cartão: armadilha que prende milhões de brasileiros

Juros de até 450% ao ano e dívidas sem fim. Veja como escapar do rotativo e evitar que seu cartão vire um pesadelo.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Já imaginou pagar uma compra no cartão e, meses depois, perceber que ainda está devendo… o dobro?
Pois é, essa é a realidade de milhões de brasileiros que caíram no rotativo do cartão de crédito — a modalidade mais cara do mercado.
Atualmente, 57,6% das pessoas que entram no rotativo não conseguem quitar a dívida, e a culpa é dos juros que podem ultrapassar incríveis 450% ao ano nos bancos tradicionais.

O que é o tal do rotativo?

O rotativo é acionado quando você paga apenas o valor mínimo ou parte da fatura. O saldo restante vira uma bola de neve, com juros absurdos. Por determinação do Banco Central, esse “modo turbo” da dívida só pode durar 30 dias. Depois disso, ele é parcelado — ainda com taxas bem acima de outras formas de crédito.

Nas fintechs, a situação é um pouco menos dolorosa: juros médios de 167% ao ano. Mas, convenhamos… ainda é como trocar um lobo por um tigre.

Por que tanta gente se enrola?

Vários fatores empurram os brasileiros para o rotativo:

  • Despesas básicas no crédito: supermercado, contas de luz, água e internet.

  • Limites altos e acesso fácil ao cartão, estimulando gastos sem planejamento.

  • Custo de vida elevado e renda apertada, usando o cartão como complemento de salário.

O resultado? Uma fatura que parece filme de terror: nunca acaba e só fica mais cara.

Impacto para você e para a economia

Para os bancos, a inadimplência significa reforçar o caixa para possíveis calotes — mas também manter lucros altíssimos com os juros.
Para o consumidor, significa nome sujo, menos acesso a crédito e dívidas que podem levar anos para serem pagas.

Como escapar dessa armadilha

Se você caiu no rotativo, o segredo é negociar e trocar essa dívida por outra com juros menores, como crédito pessoal ou consignado.
Outra dica é reduzir o número de cartões ativos e anotar cada gasto para não se surpreender no fim do mês.

E lembre-se: no jogo do rotativo, quem mais ganha é o banco.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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