Preço dos carros vai disparar? Fiat Mobi subiu 148% desde 2016

Preço dos carros vai disparar? Fiat Mobi subiu 148% desde 2016

Aumento do peso, aço mais caro e novas regras estão mudando os preços dos carros no Brasil.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Carros cada vez mais caros: por que isso está acontecendo?

Já imaginou pagar mais de 148% a mais por um carro que, há poucos anos, custava menos da metade do preço? Pois é, esse é o caso do Fiat Mobi, que se tornou símbolo da disparada dos preços no mercado automotivo brasileiro.

Mas afinal, por que os carros estão ficando tão caros? A resposta envolve três fatores principais: maior peso dos veículos devido às exigências de segurança, o encarecimento do aço e as novas regras tributárias que impactam diretamente o consumidor.

O peso extra dos carros modernos

Se você acha que os carros de hoje parecem mais robustos, não é impressão. Eles realmente ficaram mais pesados. O motivo? Itens de segurança que antes eram opcionais agora são obrigatórios. Airbags, freios ABS, controle de estabilidade e até luzes de rodagem diurna foram adicionados, exigindo carrocerias mais reforçadas e, consequentemente, mais aço.

Um exemplo curioso é o Fiat Uno. O modelo do ano 2000 pesava cerca de 765 kg. Já o Uno de 2020 pode passar de uma tonelada. Essa evolução mostra como a segurança tem seu preço — e ele aparece direto na etiqueta do carro.

O impacto do aço no preço dos veículos

Outro grande vilão é o aço. Essa matéria-prima é essencial para a indústria automotiva, e seu preço disparou nos últimos anos, especialmente após a pandemia. O problema é que as montadoras não conseguem absorver sozinhas esse custo e acabam repassando ao consumidor.

Para você ter uma ideia, enquanto o quilo do aço comum gira em torno de R$ 9, o setor automotivo utiliza ligas mais caras e tecnológicas. E quanto mais tecnologia embarcada nos carros, mais caro fica o produto final.

"Carros"
Carros estão cada vez mais caros

 

As novas regras tributárias e seus efeitos

O governo também entrou nessa equação. O programa MOVER, por exemplo, estabeleceu novas regras para o IPI, favorecendo veículos compactos e sustentáveis. Alguns modelos podem até ficar mais baratos, mas a maioria ainda sofre com alíquotas que encarecem a produção.

E como se não bastasse, fatores externos, como o aumento das tarifas de importação nos Estados Unidos sobre o aço brasileiro, também afetam os custos por aqui.

O futuro do mercado automotivo no Brasil

Com carros novos cada vez mais caros, cresce o interesse por seminovos e usados. Essa procura, por sua vez, também faz os preços desses modelos subirem. Em outras palavras, seja para comprar zero quilômetro ou usado, o bolso do consumidor acaba sentindo o impacto.

Então, se você está pensando em trocar de carro, prepare-se: a tendência é que os preços continuem altos. O segredo é pesquisar promoções, avaliar a relação custo-benefício e, em alguns casos, até considerar segurar o carro atual por mais tempo.

Afinal, o mercado automotivo vive um momento em que segurança, tecnologia e economia global se encontram — e o resultado disso aparece diretamente na conta de quem sonha em dirigir um carro novo.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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