Por que ultra-ricos não usam marcas como Gucci ou Louis Vuitton

Por que ultra-ricos não usam marcas como Gucci ou Louis Vuitton

Muitas das equipes de marketing dessas "marcas de luxo" admitiram que não vendem para os ricos; Seus clientes-alvo são pessoas de classe média que querem parecer ricas.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Já imaginou que Gucci e Louis Vuitton não são marcas para os verdadeiramente ricos? É isso mesmo. Ao contrário do que muitos pensam, Gucci, Louis Vuitton, Prada e outras grifes que desfilam nas vitrines mais glamourosas do mundo não são as favoritas dos bilionários e da realeza.

Na verdade, essas marcas são voltadas para a classe média — principalmente aquela parte que deseja transmitir uma imagem de status e sucesso. É o que os especialistas chamam de estratégia de viés preço-valor: quanto mais caro, maior a percepção de qualidade e exclusividade.

Mas será que essa exclusividade é real?

O luxo verdadeiro é silencioso (e discreto)

Os ultra-ricos — bilionários de verdade, CEOs de grandes empresas, membros da realeza e celebridades de elite — preferem marcas que quase ninguém conhece. O motivo? Exclusividade de verdade não grita, sussurra.

Essas marcas não estão estampadas nos tapetes vermelhos ou nos outdoors. Elas vivem à sombra das vitrines barulhentas, entregando qualidade impecável, tradição e discrição total.

Marcas secretas dos verdadeiramente ricos

Confira algumas das marcas escolhidas pelos ultra-ricos — nomes que raramente aparecem no feed do Instagram, mas que vestem os homens e mulheres mais poderosos do mundo:

  • Brunello Cucinelli – O “Rei da Caxemira”, vestindo Jeff Bezos e Mark Zuckerberg com peças discretas e feitas à mão.

  • Stefano Ricci – Alfaiataria de luxo com peles exóticas, usada por Nelson Mandela e Andrea Bocelli.

  • Cesare Attolini – Criador do paletó napolitano perfeito, amado por Al Pacino e Denzel Washington.

  • Loro Piana – Especialista em tecidos raros e cashmere premium, usado por Bill Clinton, Beckham e Gigi Hadid.

  • Kiton – Uma verdadeira escola de alfaiataria, com ternos tão exclusivos que até o fio é especial.

  • Brioni – Preferida por Barack Obama e James Bond; cada peça leva mais de 220 etapas artesanais para ser finalizada.

O luxo de verdade não tem logo

Enquanto a classe média ostenta logotipos, os ultra-ricos buscam o que não precisa ser mostrado para ser valorizado. O segredo está no corte perfeito, na qualidade insana dos tecidos, no atendimento personalizado — e no silêncio.

Mais do que uma questão de estilo, é uma filosofia de vida: quem tem mesmo, não precisa provar.

Curiosidade extra:

Você sabia que Mark Zuckerberg, que parece usar sempre a mesma camiseta cinza, tem várias versões dela feitas sob medida por Brunello Cucinelli? Uma peça pode custar mais de R$ 3.000, mesmo parecendo "básica".

E Barack Obama? Seus ternos Brioni sob medida podem custar mais de R$ 40 mil — tudo isso para parecer simples e elegante ao mesmo tempo.

Da próxima vez que você ver um logo gigante da Gucci estampado em uma camiseta, lembre-se: luxo de verdade é o que os olhos não veem.
E os ultra-ricos, eles já entenderam isso há muito tempo.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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