Pai contratou assassinos virtuais para "matar" filho em game

Pai contratou assassinos virtuais para "matar" filho em game

Já imaginou contratar jogadores profissionais só para derrotar seu próprio filho em um game online? Um pai chinês fez isso.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Em 2013, um pai na China decidiu que precisava fazer algo radical para “salvar” o filho de 23 anos, Xiao Feng, de seu vício em jogos online. O jovem passava horas e horas mergulhado em jogos de RPG multiplayer, ignorando as oportunidades de emprego que surgiam.

Cansado de ver o filho afundado em batalhas virtuais e longe da vida real, o pai teve uma ideia, no mínimo, inusitada: contratar assassinos virtuais.

Hitmen digitais: o plano nada convencional

A missão era clara: eliminar o personagem de Xiao Feng sempre que ele aparecesse no jogo. E não era só uma vez — os jogadores contratados estavam em posição de caça, esperando o filho entrar online para derrotá-lo sistematicamente.

A intenção era uma só: frustrar tanto a experiência do jogo que o filho largasse o controle e fosse procurar um emprego.

Plot twist: o gamer descobre tudo

Mas Xiao Feng não demorou muito para perceber que algo estranho estava acontecendo. Como podia perder tantas vezes e sempre para os mesmos jogadores?

Ao investigar, descobriu o plano e confrontou o pai. Mas, ao contrário do que o pai imaginava, Xiao Feng não estava simplesmente “fugindo da vida”. Ele explicou que não era contra trabalhar — só estava esperando uma oportunidade que realmente fizesse sentido pra ele.

Curiosidades extras: isso funciona?

Embora essa história seja única (e um pouco cômica), ela abre discussões reais sobre vício em jogos, relação entre pais e filhos, e como o mundo virtual pode afetar o mundo real.

Você sabia que a Organização Mundial da Saúde já classificou o vício em jogos como um transtorno mental desde 2018?

E mais: na China, o governo implementou limites rígidos para o tempo de jogo de crianças e adolescentes, justamente por preocupações com o rendimento escolar e a saúde mental.

Punição criativa ou exagero?

A tática do pai foi engenhosa ou invasiva demais? Isso divide opiniões. Mas uma coisa é certa: o mundo virtual pode estar mais conectado ao nosso dia a dia do que muita gente imagina.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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