Nos anos 60 os carros eram feitos de aço, sem plástico aparente

Nos anos 60 os carros eram feitos de aço, sem plástico aparente

Eles eram lindos e feitos de aço, mas escondiam armadilhas mortais que hoje pareceriam insanas


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Já imaginou dirigir um carro que parece uma obra de arte sobre rodas, feito quase todo de aço, com para-choques cromados e aquele charme retrô que hoje é sinônimo de colecionador? Pois é, na década de 1960, os carros eram verdadeiras esculturas mecânicas, imponentes, pesados e cheios de estilo. Mas será que eles eram tão incríveis assim… ou esconderiam perigos que você jamais imaginaria?

Quando o aço era rei

Os carros dos anos 60 foram construídos em uma era onde robustez era sinônimo de qualidade. Aço por todos os lados, grades metálicas, painéis espessos e acabamentos cromados que mais pareciam joias em movimento. Plástico? Nem pensar. O interior era puro metal, com botões mecânicos, mostradores analógicos e volante de aço. Tudo parecia feito para durar décadas.

E duravam mesmo. Em pequenos impactos, esses tanques sobre rodas mal arranhavam a pintura. Só que havia um grande problema: toda essa armadura não significava segurança.

A beleza que machuca

O que muita gente não sabe é que, apesar de resistentes, esses carros eram armadilhas ambulantes em colisões mais sérias. Não existia cinto de segurança como padrão, os bancos não tinham apoio de cabeça e os volantes, feitos de metal rígido, funcionavam como lanças em direção ao peito do motorista em um impacto. Literalmente.

Os painéis de instrumentos eram de chapa fina e podiam se transformar em lâminas cortantes. E o porta-luvas, com sua tampa afiada de metal, poderia causar ferimentos sérios nos joelhos ou abdômen em um acidente. Sim, esses carros pareciam invencíveis, mas em uma batida a 50 quilômetros por hora, podiam ser letais.

A evolução que salvou vidas

A partir das décadas seguintes, o plástico, o alumínio e os sistemas de segurança foram ganhando espaço. Vieram os cintos de segurança de três pontos, os airbags, as zonas de deformação e os testes de colisão. Hoje, um carro pode se amassar inteiro em um acidente, mas essa deformação é feita para absorver o impacto e proteger os ocupantes.

Curiosamente, um carro moderno pode até parecer frágil, mas ele é projetado para salvar vidas. Já os veículos dos anos 60, por mais bonitos e resistentes que fossem, simplesmente não tinham essa preocupação.

Curiosidades que impressionam

  • O cinto de segurança de três pontos, que hoje é obrigatório, só começou a ser usado em larga escala no final da década de 60.

  • Até meados dos anos 70, era comum os carros saírem de fábrica sem retrovisores do lado do passageiro.

  • Em muitos modelos antigos, o painel frontal era tão rígido que, em colisões, os passageiros da frente sofriam lesões graves mesmo com o uso do cinto abdominal.

  • Alguns modelos clássicos tinham mais de 1.500 quilos sem contar os ocupantes, o que aumentava o risco e a gravidade dos acidentes.

Então, da próxima vez que você vir um carro antigo e se encantar com o charme dele, lembre-se: eles podem ser maravilhosos de se olhar, mas nem de longe eram tão seguros quanto parecem.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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