Níveis de ferritina: quando acender o sinal de alerta

Níveis de ferritina: quando acender o sinal de alerta

Descubra como a ferritina guarda o ferro do corpo e por que seus níveis revelam segredos importantes sobre a sua saúde.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Já imaginou que uma proteína pode revelar segredos da sua saúde?

Ela se chama ferritina e, apesar do nome parecer complicado, sua função é essencial: guardar o ferro dentro do organismo. Sem ela, nosso corpo teria dificuldade para produzir hemoglobina, transportar oxigênio e até gerar energia para as células.

Descoberta na década de 1930, a ferritina é produzida principalmente pelo fígado e funciona como um “cofre” para armazenar o ferro, liberando o mineral quando o corpo precisa.

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Alimentos que ajudam a melhorar os níveis de ferritina

 

O que a ferritina tem a ver com sua saúde?

Os níveis dessa proteína no sangue podem revelar muito sobre o organismo.

  • Ferritina baixa: geralmente significa deficiência de ferro, comum em pessoas com dieta inadequada, fluxos menstruais intensos ou problemas de absorção intestinal, como ocorre na doença celíaca. Essa falta pode levar à anemia, cansaço, queda de cabelo e até enfraquecimento das unhas.

  • Ferritina alta: pode indicar inflamações, infecções, síndrome metabólica, lúpus ou até condições genéticas, como a hemocromatose, em que o corpo acumula ferro em excesso. O perigo? Esse ferro pode se depositar em órgãos como fígado e coração, causando cirrose, problemas cardíacos e dores articulares.

Quais são os níveis considerados normais?

A faixa de referência varia entre homens e mulheres:

  • Mulheres: de 30 a 300 ng/mL

  • Homens: de 30 a 350 ng/mL

Mas atenção: só o exame de ferritina não fecha diagnóstico. Ele precisa ser interpretado junto com outros testes, como ferro sérico, capacidade total de ligação do ferro (TIBC) e índice de saturação da transferrina (IST).

O que fazer quando a ferritina está alterada?

Tudo depende da causa:

  • Quando está baixa: o tratamento mais comum é a reposição de ferro com suplementos ou infusões. Além disso, é importante corrigir a causa raiz, como sangramentos ou deficiências de absorção.

  • Quando está alta: em alguns casos, médicos indicam a sangria terapêutica, uma retirada de sangue controlada para reduzir os estoques de ferro. Também existem medicamentos chamados quelantes, que se ligam ao ferro e ajudam a eliminá-lo pela urina.

Curiosidades sobre a ferritina

  • Ela foi descrita pela primeira vez em 1937, pelo cientista tcheco Vilém Laufberger.

  • É uma das moléculas mais conservadas da evolução, encontrada em quase todos os seres vivos, de bactérias até humanos.

  • O excesso de ferro pode até mudar a cor da pele, deixando-a mais bronzeada ou acinzentada.

  • Monitorar a ferritina é fundamental para quem sente fadiga constante, pois pode ser um sinal oculto de desequilíbrio no organismo.

Por que você deve se preocupar com ela?

A ferritina é um verdadeiro termômetro da saúde. Ela mostra se o corpo tem reservas suficientes de ferro ou se há risco de excesso, que pode ser tão perigoso quanto a falta. Por isso, exames de rotina são essenciais.

Cuidar da ferritina é cuidar da energia, do coração, do fígado e da qualidade de vida.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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