Nave chinesa captura imagens intrigantes do misterioso 3I/ATLAS

Nave chinesa captura imagens intrigantes do misterioso 3I/ATLAS

O 3I/ATLAS atravessa o Sistema Solar em alta velocidade e pode revelar segredos do universo primitivo.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Imagine olhar para o céu e saber que, naquele exato momento, algo vindo de outro sistema estelar está cruzando o nosso.
Pois foi exatamente isso que aconteceu recentemente, e a responsável por registrar esse visitante cósmico foi a sonda Tianwen-1, da China, que orbita o planeta Marte.

As imagens, divulgadas pela Administração Espacial Nacional da China (CNSA), mostram o 3I/ATLAS, um cometa interestelar atravessando o Sistema Solar a incríveis 58 quilômetros por segundo.

"Esta foi a primeira tentativa de fotografar um alvo tão distante e relativamente fraco", afirmou a CNSA sobre o feito inédito.

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A responsável por registrar esse visitante cósmico foi a sonda Tianwen-1, da China

Um visitante de outro sistema estelar

O 3I/ATLAS é apenas o terceiro objeto interestelar já registrado pela humanidade.
Os outros dois foram o ʻOumuamua e o 2I/Borisov, que também vieram de fora do nosso sistema solar.
Esses corpos celestes são considerados verdadeiras cápsulas do tempo, formadas há bilhões de anos, contendo pistas sobre o nascimento das estrelas e planetas.

Detectado pela primeira vez em julho de 2025, por cientistas do projeto ATLAS, no Chile, o cometa chamou atenção por seguir uma órbita hiperbólica, um tipo de trajetória que não fecha ao redor do Sol, indicando que o objeto veio do espaço profundo e logo desaparecerá novamente rumo ao desconhecido.

O registro histórico da Tianwen-1

Depois da detecção inicial, o 3I/ATLAS saiu do alcance dos telescópios terrestres.
Foi então que as sondas em Marte, como a Mars Express, a ExoMars Trace Gas Orbiter e a Tianwen-1, assumiram a missão de observá-lo.
A sonda chinesa conseguiu capturar imagens impressionantes do núcleo do cometa e de sua coma, a nuvem de gás e poeira que se forma ao redor quando ele se aproxima do Sol.

Outro detalhe raro observado foi a presença de uma anticauda, um feixe de luz que aponta na direção oposta à tradicional cauda dos cometas.

“As imagens de Tianwen-1 estão entre as mais próximas já feitas de um objeto interestelar”, declarou a agência chinesa.

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Depois da detecção inicial, o 3I/ATLAS saiu do alcance dos telescópios terrestres

Um vislumbre do infinito

Apesar de ter sido projetada para estudar o planeta Marte, a Tianwen-1 se tornou protagonista de uma das maiores descobertas espaciais do ano.
O registro do 3I/ATLAS não é apenas uma conquista tecnológica, mas também um lembrete poético da imensidão do cosmos, e de como, de tempos em tempos, ele nos visita com mistérios vindos de lugares que talvez nunca alcancemos.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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