Mulheres com pouca vida sexual têm mais risco de mortalidade

Mulheres com pouca vida sexual têm mais risco de mortalidade

Estudo revela como a falta de sexo pode afetar a saúde e até a expectativa de vida.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Já imaginou que fazer pouco sexo pode encurtar a vida?

Parece exagero, mas a ciência garante que não é. Um estudo recente publicado no Journal of Psychosexual Health revelou uma descoberta curiosa: mulheres com pouca atividade sexual têm maior risco de mortalidade. Isso mesmo, segundo a pesquisa, quanto menor a frequência sexual, menor também tende a ser a expectativa de vida feminina.

“O ato sexual libera hormônios que provocam bem-estar, regulam a pressão arterial e até fortalecem o coração”, explica o médico clínico e cirurgião geral Marcelo Bechara.

O estudo, intitulado “Conexão entre depressão, frequência sexual e mortalidade por todas as causas”, analisou dados de diversas pessoas e encontrou uma ligação direta entre a frequência sexual e a saúde mental, especialmente no caso das mulheres.

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O ato sexual libera hormônios que provocam bem-estar

O poder silencioso dos hormônios

Por trás dessa relação, há uma verdadeira orquestra biológica. Durante o sexo, o corpo libera substâncias como testosterona, ocitocina, serotonina e dopamina, conhecidas por trazer prazer e equilíbrio emocional. Quando há falta de atividade sexual, essa sinfonia química se desajusta, afetando o humor, o sono e até o sistema imunológico.

“Ser saudável sexualmente está intimamente ligado a uma vida melhor”, ressalta o Dr. Bechara.

Mas a explicação não é apenas hormonal. Fatores como estresse, sedentarismo, cansaço mental e falta de comunicação no relacionamento também reduzem o desejo sexual, criando um ciclo difícil de quebrar.

E os homens?

Curiosamente, o estudo não encontrou uma ligação tão direta entre vida sexual e mortalidade no caso masculino. Ainda assim, especialistas alertam que uma vida sexual desbalanceada pode trazer impactos negativos para ambos os gêneros, incluindo queda de autoestima, ansiedade e problemas cardiovasculares.

Quando o corpo pede ajuda

A baixa libido pode ser um sinal de alerta do organismo. Mudanças hormonais, falta de vitaminas e até desequilíbrios emocionais podem estar por trás da falta de desejo. Por isso, consultas médicas regulares e exames hormonais são essenciais para entender o que está acontecendo.

Em alguns casos, a terapia hormonal é indicada, por meio de adesivos, géis ou injeções, para restabelecer o equilíbrio e melhorar o bem-estar geral. Mas, segundo o Dr. Bechara, o tratamento vai além dos hormônios:

“Quando a reposição não é necessária, indicamos emagrecimento, controle do estresse e até terapia de casal. É um cuidado que envolve corpo e mente.”

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A baixa libido pode ser um sinal de alerta do organismo

 

Mais do que prazer: uma questão de saúde

O sexo é uma das formas mais naturais de manter o corpo em equilíbrio. Ele melhora o humor, regula os batimentos cardíacos e libera substâncias que ajudam a combater a depressão. Em outras palavras, não é apenas sobre prazer, é sobre viver melhor e por mais tempo.

Então, da próxima vez que pensar em saúde, lembre-se: além de boa alimentação e exercícios, o corpo também precisa de afeto, conexão e intimidade.

Já imaginou que uma vida com mais prazer pode ser também uma vida mais longa?

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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