Uma história inusitada está chamando atenção e gerando um verdadeiro debate nas redes sociais e no meio jurídico: uma mulher entrou na Justiça contra a empresa onde trabalhava após ter sua licença-maternidade negada… por causa de uma boneca reborn.
Sim, você leu certo. A ex-recepcionista afirmou que sua filha não é humana, mas é real para ela. Uma bebê reborn — aquelas bonecas hiper-realistas que se parecem com recém-nascidos de verdade — com quem ela afirma manter um vínculo afetivo profundo.
O que são bebês reborn?
As bonecas reborn são itens de colecionador que imitam bebês humanos com riqueza de detalhes: veias, textura da pele, peso, até cheirinho de talco. Muitas pessoas os compram por hobby ou como lembrança. Mas há quem vá além.
Alguns adultos desenvolvem conexões emocionais com essas bonecas e as tratam como filhos. Para essas pessoas, cuidar de um bebê reborn vai muito além da brincadeira: é um laço emocional legítimo, com rotinas, nomes, roupas e até quartos montados especialmente para os “filhos”.
O caso que chocou o RH
A mulher, que trabalhava em uma empresa do ramo imobiliário, solicitou licença-maternidade e salário-família por estar, segundo ela, vivendo plenamente a experiência da maternidade. A empresa negou, dizendo que ela “não é mãe de verdade”. Ela afirma ter sido alvo de chacotas e humilhações, o que levou a um pedido de rescisão indireta e uma indenização de R$ 10 mil por danos morais.
Mas… até onde vai o direito ao afeto?
Esse caso levanta questões curiosas: o que nos torna pais ou mães? O afeto? O biológico? A convivência? A Justiça ainda vai decidir, mas o debate já está no ar — e com opiniões bem divididas.
Curiosidades extras
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Em alguns países, terapias com bonecas reborn são usadas com idosos com Alzheimer, ajudando no estímulo emocional e afetivo.
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Existe até quem registre essas bonecas com nome e certidão simbólica de nascimento.
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Uma boneca reborn pode custar de R$ 500 a mais de R$ 5.000, dependendo do nível de realismo.