Pouca gente sabe, mas a licença-paternidade no Brasil ainda é uma das mais curtas da América Latina. Hoje, a maioria dos pais tem apenas 5 dias para acompanhar o nascimento do filho, podendo chegar a 20 dias em algumas empresas. Mas isso pode mudar em breve.
Um projeto em análise no Congresso Nacional propõe ampliar esse período para até 60 dias de afastamento remunerado. Se aprovado, milhões de famílias brasileiras poderão vivenciar a chegada de um bebê de forma muito mais equilibrada.
O impacto da presença do pai nos primeiros meses
Diversos estudos já comprovaram que a presença paterna na primeira infância é decisiva. Crianças que contam com a participação ativa do pai tendem a ter melhor desenvolvimento emocional e cognitivo, menos problemas de comportamento e até maior desempenho escolar no futuro.
Para as mães, a mudança também é positiva. Ter o parceiro presente ajuda na prevenção da depressão pós-parto, reduz a sobrecarga e promove mais qualidade de vida para toda a família.
Como funcionaria a nova licença
O projeto prevê que os 60 dias sejam pagos em parte pelo empregador e em parte pelo Estado. Além disso, abre a possibilidade de a mãe transferir parte da sua licença para o pai, permitindo que a família escolha como dividir esse tempo precioso.
Brasil em comparação com o mundo
Se a proposta for aprovada, o Brasil dará um salto histórico. Atualmente, países como Chile já oferecem até 6 semanas de licença ao pai, enquanto Noruega e Suécia são referência mundial, permitindo meses de afastamento compartilhado entre mãe e pai.
Mais que benefício, um investimento no futuro
Especialistas afirmam que ampliar a licença-paternidade não é apenas uma conquista social, mas também um investimento. Funcionários que voltam ao trabalho após um período adequado de adaptação tendem a ser mais engajados, produtivos e menos propensos a afastamentos por problemas de saúde.
E para as crianças, essa mudança pode significar uma vida inteira de benefícios emocionais e sociais.