O lançamento do GPT-5 parecia ser o próximo grande passo da OpenAI: um modelo capaz de raciocinar como um time de especialistas com Ph.D., oferecer respostas mais rápidas, seguras e assertivas, e entregar uma experiência mais personalizada. No papel, parecia perfeito. Mas, na prática, a recepção foi… tensa.
Assim que o GPT-5 entrou no ar, fóruns, redes sociais e comunidades online se encheram de críticas. Muitos usuários sentiram que algo havia se perdido — e não foi pouca coisa.
“Cadê meu GPT-4o?”
Uma das principais reclamações foi a remoção dos modelos anteriores, como GPT-4o, 4.1 e o3. Antes, o usuário podia escolher manualmente qual queria usar; agora, o GPT-5 decide sozinho, através de um sistema de roteamento automático.
Para quem gostava do jeito mais solto e “humano” do GPT-4o, a mudança soou como um downgrade. As queixas mais comuns incluem respostas curtas demais, falta de profundidade, excesso de formalidade e perda daquela “personalidade” mais empática. Alguns chegaram a comparar a nova experiência a “conversar com um robô corporativo sem alma”.
Técnica impecável, alma… nem tanto
É inegável que o GPT-5 tem avanços técnicos. Ele lida melhor com tarefas complexas, organiza melhor informações e é mais eficiente no raciocínio lógico. Porém, muitos dizem que o custo dessa melhoria foi alto: as interações ficaram frias, mecânicas e até previsíveis demais.
Além disso, usuários do plano Plus ficaram irritados com a limitação de 200 mensagens semanais no modo GPT-5 Thinking — algo visto como restritivo para quem paga justamente para ter acesso ilimitado a interações mais avançadas.
Pressão popular e resposta da OpenAI
A reação negativa foi tão grande que a OpenAI se moveu rápido. Poucos dias após o lançamento, a empresa anunciou o retorno do GPT-4o como opção para usuários Plus.
Sam Altman, CEO da OpenAI, admitiu publicamente que a empresa subestimou o apego das pessoas aos modelos anteriores e afirmou que o GPT-5 vai receber uma atualização de “personalidade” para trazer de volta um pouco da proximidade e espontaneidade que muitos sentem falta. Segundo Altman, a ideia é encontrar um equilíbrio: manter a precisão e segurança do novo modelo sem perder a sensação de conversa natural que o GPT-4o tinha.
O saldo dessa treta tecnológica
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Tecnologia de ponta, mas sem calor humano. O GPT-5 é eficiente, mas deixou a conversa menos envolvente.
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Escolha é poder. A falta de opção de modelos foi vista como uma perda de autonomia pelo usuário.
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Nem toda evolução agrada. Melhorar a parte técnica não basta se a experiência perde o que a tornava especial.
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Promessa de mudança. Altman garantiu que ajustes virão para deixar o GPT-5 mais próximo daquilo que conquistou milhões no GPT-4o.