GPT-5 chegou... e os usuários estão revoltados

GPT-5 chegou… e os usuários estão revoltados

Quando inovar é retroceder: fãs lamentam o fim do carisma do GPT-4o


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

O lançamento do GPT-5 parecia ser o próximo grande passo da OpenAI: um modelo capaz de raciocinar como um time de especialistas com Ph.D., oferecer respostas mais rápidas, seguras e assertivas, e entregar uma experiência mais personalizada. No papel, parecia perfeito. Mas, na prática, a recepção foi… tensa.

Assim que o GPT-5 entrou no ar, fóruns, redes sociais e comunidades online se encheram de críticas. Muitos usuários sentiram que algo havia se perdido — e não foi pouca coisa.


“Cadê meu GPT-4o?”

Uma das principais reclamações foi a remoção dos modelos anteriores, como GPT-4o, 4.1 e o3. Antes, o usuário podia escolher manualmente qual queria usar; agora, o GPT-5 decide sozinho, através de um sistema de roteamento automático.

Para quem gostava do jeito mais solto e “humano” do GPT-4o, a mudança soou como um downgrade. As queixas mais comuns incluem respostas curtas demais, falta de profundidade, excesso de formalidade e perda daquela “personalidade” mais empática. Alguns chegaram a comparar a nova experiência a “conversar com um robô corporativo sem alma”.


Técnica impecável, alma… nem tanto

É inegável que o GPT-5 tem avanços técnicos. Ele lida melhor com tarefas complexas, organiza melhor informações e é mais eficiente no raciocínio lógico. Porém, muitos dizem que o custo dessa melhoria foi alto: as interações ficaram frias, mecânicas e até previsíveis demais.

Além disso, usuários do plano Plus ficaram irritados com a limitação de 200 mensagens semanais no modo GPT-5 Thinking — algo visto como restritivo para quem paga justamente para ter acesso ilimitado a interações mais avançadas.


Pressão popular e resposta da OpenAI

A reação negativa foi tão grande que a OpenAI se moveu rápido. Poucos dias após o lançamento, a empresa anunciou o retorno do GPT-4o como opção para usuários Plus.

Sam Altman, CEO da OpenAI, admitiu publicamente que a empresa subestimou o apego das pessoas aos modelos anteriores e afirmou que o GPT-5 vai receber uma atualização de “personalidade” para trazer de volta um pouco da proximidade e espontaneidade que muitos sentem falta. Segundo Altman, a ideia é encontrar um equilíbrio: manter a precisão e segurança do novo modelo sem perder a sensação de conversa natural que o GPT-4o tinha.


O saldo dessa treta tecnológica

  • Tecnologia de ponta, mas sem calor humano. O GPT-5 é eficiente, mas deixou a conversa menos envolvente.

  • Escolha é poder. A falta de opção de modelos foi vista como uma perda de autonomia pelo usuário.

  • Nem toda evolução agrada. Melhorar a parte técnica não basta se a experiência perde o que a tornava especial.

  • Promessa de mudança. Altman garantiu que ajustes virão para deixar o GPT-5 mais próximo daquilo que conquistou milhões no GPT-4o.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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