Por anos, a gente escutou que o grande vilão da contaminação por microplásticos era o bom e velho plástico. Mas um novo estudo surpreendente mostrou que talvez a garrafa de vidro da sua cervejinha esteja escondendo um detalhe nada saudável.
Garrafas de vidro: elegância com uma dose de microplástico
Segundo uma pesquisa da agência francesa ANSES, bebidas vendidas em garrafas de vidro — como refrigerantes, chás gelados, cervejas e até vinho — podem conter até 100 partículas de microplástico por litro. Isso é até 50 vezes mais do que o encontrado em garrafas plásticas ou latas de alumínio.
E sabe de onde vem tanto plástico? Das tampas e dos revestimentos coloridos que selam essas garrafas. A tinta e o plástico da parte interna se desprendem e acabam contaminando o líquido.
Água mineral? Menos microplástico. Cerveja artesanal? Talvez não
Veja alguns dados levantados pelo estudo:
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Garrafas de água: cerca de 4,5 partículas por litro
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Garrafas plásticas: apenas 1,6 partícula por litro
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Refrigerantes: quase 30 partículas
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Limonadas: em torno de 40
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Cervejas: cerca de 60 partículas por litro
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Garrafas de vidro variadas: até 100 partículas por litro!
Ou seja, a embalagem que parecia ser a mais “natural” pode estar entregando um brinde invisível nada desejado.
Isso faz mal pra saúde?
Ainda não existe um consenso sobre os efeitos diretos dos microplásticos no organismo humano, mas estudos já os encontraram na corrente sanguínea, nos pulmões e até no sistema reprodutivo.
Outras pesquisas também indicam que esses fragmentos minúsculos podem estar ligados ao aumento de doenças como:
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Diabetes tipo 2
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Problemas cardiovasculares
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Distúrbios hormonais
Por precaução, especialistas recomendam que as indústrias revejam os materiais usados nas tampas e embalagens, reduzindo ao máximo o risco de contaminação.
Afinal, o que fazer?
Apesar de não haver pânico, vale a pena:
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Diversificar os tipos de embalagens que você consome
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Ficar atento à procedência das marcas
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Cobrar mais transparência das empresas
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E, claro, continuar acompanhando as pesquisas sobre o tema
A verdade é que os microplásticos já estão por toda parte: no ar que respiramos, nos alimentos, nos rios e até na neve do topo do Everest. Mas toda informação ajuda a gente a fazer escolhas melhores.