O número de fumantes no Brasil teve um aumento preocupante de 25% entre 2023 e 2024, conforme dados do Ministério da Saúde apresentados em campanha nacional contra o tabaco. Esse é o primeiro crescimento registrado desde 2007, revertendo décadas de queda.
Perfil da nova onda de fumantes
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A prevalência passou de 9,3% para 11,6% da população adulta.
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Entre homens, o índice subiu de 11,7% para 13,8%.
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Entre mulheres, o aumento foi de 7,2% para 9,8%.
O que motivou esse retrocesso?
Especialistas apontam que o crescimento dos cigarros eletrônicos (vapes), com apelo visual, sabores e formatos atrativos, tem sido decisivo — especialmente entre jovens e mulheres. A larga circulação desses dispositivos, muitas vezes considerados “menos nocivos”, contribui para o renascimento do vício.
Impacto socioeconômico e de saúde pública
O tabagismo gera um prejuízo anual estimado em R$ 153 bilhões para o Brasil — incluindo gastos médicos e perdas econômicas — enquanto a indústria do tabaco lucra apenas uma fração disso.
Além disso, o uso do cigarro chega a ser responsável por milhares de mortes e por agravar doenças como câncer, DPOC e AVC.
Pressão crescente por medidas mais duras
Em resposta ao aumento dos fumantes, o Ministério da Saúde defende a necessidade urgente de intensificar campanhas educativas, focando em jovens e ambientes escolares.
Especialistas sugerem medidas como:
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Proibir aromatizantes e embalagens atrativas;
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Aumentar impostos sobre tabaco e vapes;
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Criar mais zonas livres de fumo;
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Intensificar ações anti-embalagens glamorosas para jovens
Conclusão
O Brasil, que era referência global no combate ao tabagismo, agora enfrenta um retrocesso alarmante. O aumento de fumantes, especialmente entre mulheres e jovens, exige ação imediata via políticas públicas e conscientização. Ou corremos o risco de ver anos de progresso sendo tragados pela nova geração da nicotina.