Fotos de Salgado mudaram a forma de ver o mundo - Relembre algumas

Fotos de Salgado mudaram a forma de ver o mundo – Relembre algumas

O legado impressionante de Sebastião Salgado, o brasileiro que transformou dor, luta e natureza em arte.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Já imaginoucomo foi a vida de um fotógrafo que largou a economia, viajou o mundo e acabou entrando para a Academia de Belas Artes da França? Pois é. Sebastião Salgado, mineiro de Aimorés, não só fez tudo isso como se tornou uma das maiores referências mundiais em fotografia documental — e tudo em preto e branco.

Ele não apenas clicava imagens. Ele clicava histórias humanas profundas, tragédias, guerras, migrações, povos esquecidos e a resistência da natureza. Agora que ele nos deixou, aos 81 anos, vale a pena conhecer algumas curiosidades surpreendentes sobre sua trajetória.

Ele não começou com a câmera… mas com planilhas

Formado em Economia, Salgado só começou a fotografar aos 29 anos — e foi quase por acaso! Durante uma viagem de trabalho pela África, pegou emprestada a câmera Leica de sua esposa, Lélia, e nunca mais parou. Sorte a nossa.

Durante a Ditadura Militar no Brasil, Salgado e Lélia participaram ativamente da resistência e mantinham contato com pessoas próximas a Carlos Marighella. Já no cenário internacional, em 1981, foi ele quem registrou as icônicas fotos do atentado contra o presidente Ronald Reagan, nos EUA.

Da câmera ao reflorestamento: o projeto em Aimorés

Além de fotógrafo, Salgado se dedicou ao meio ambiente. Junto de Lélia, criou o Instituto Terra, um projeto de reflorestamento que já recuperou áreas devastadas na Mata Atlântica, na sua terra natal. Um legado que planta vida — literalmente.

Em 2017, Sebastião Salgado se tornou o primeiro brasileiro a ocupar uma cadeira na tradicional Académie des Beaux-Arts, em Paris. Um reconhecimento que eterniza sua obra no cenário artístico mundial.

Se quiser entender a alma de Sebastião Salgado, veja o documentário O Sal da Terra (2014), dirigido por seu filho Juliano Salgado e por Wim Wenders. O filme foi indicado ao Oscar de Melhor Documentário em 2015 e emociona do começo ao fim.

O legado:

Ele era obcecado por caminhar longas distâncias com equipamentos pesados nas costas para conseguir a imagem perfeita. Em algumas regiões da África e da Ásia, Salgado caminhou por dias em regiões de conflito e pobreza extrema — sempre respeitando a dignidade das pessoas que fotografava.

Sebastião Salgado pode ter partido, mas sua obra continua. Suas fotos são mais do que belas imagens: são testemunhos do nosso tempo, eternizados na luz e na sombra.

Relembre algumas fotografias incríveis:

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Foto da exposição Gold – Mina de Ouro Serra Pelada

 

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Foto do livro “Êxodos”, publicado em 2016 – Sebastião Salgado

 

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Foto do livro "Terra" – Publicado em 1997 – Sebastião Salgado

 

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Foto do livro – “Amazônia”, publicado em 2021 – Sebastião Salgado

 

 

 

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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