Fazer sexo toda semana pode aliviar sintomas de depressão

Fazer sexo toda semana pode aliviar sintomas de depressão

Pesquisa chinesa mostra que relações semanais estão associadas a menos sintomas depressivos.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Você já parou para pensar que o sexo pode ser mais do que prazer?
De acordo com um novo estudo, fazer sexo uma ou duas vezes por semana pode ajudar a reduzir sintomas de depressão e melhorar o bem-estar emocional.

A pesquisa foi conduzida por cientistas das universidades de Shenzhen e Shantou, na China, e analisou dados de quase 16 mil norte-americanos, com idades entre 20 e 59 anos.
Os resultados foram publicados no Journal of Affective Disorders e deixaram claro: quem mantinha relações semanais apresentava menor risco de depressão e maior sensação de equilíbrio emocional.

“O sexo é mais do que prazer físico, ele atua como um regulador emocional natural”, explicam os pesquisadores.

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O sexo é mais do que prazer físico, ele atua como um regulador emocional natural

O prazer que o cérebro entende

Durante o sexo, o corpo libera uma combinação poderosa de substâncias: ocitocina, serotonina, dopamina e endocanabinoides.
Esses neurotransmissores são os mesmos que participam da regulação do humor e da sensação de felicidade.

É como se o próprio corpo produzisse um “antidepressivo natural”, capaz de aliviar o estresse e fortalecer os laços afetivos.

“O toque, o vínculo e a intimidade são partes essenciais da saúde mental”, destacam os autores do estudo.

Sexo e qualidade emocional

Mas não se trata apenas de quantidade.
Os pesquisadores reforçam que o impacto emocional está diretamente ligado à qualidade das relações.
Conexões baseadas em afeto, respeito e confiança tendem a trazer mais benefícios do que encontros casuais sem envolvimento emocional.

Além disso, o sexo é considerado um marcador da saúde biopsicossocial, ou seja, ele reflete o equilíbrio entre corpo, mente e relações humanas.

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O sexo é considerado um marcador da saúde biopsicossocial

Nem todo mundo sente da mesma forma

O estudo deixa claro: não existe uma frequência ideal.
Cada pessoa tem seu próprio ritmo e suas preferências, e o bem-estar não depende apenas da atividade sexual.
Quem é assexual, por exemplo, também pode ter uma vida emocionalmente saudável e plena.

Da mesma forma, quem faz uso de antidepressivos (que podem reduzir a libido) não deve se sentir “em falta” consigo mesmo.
O importante, segundo os cientistas, é compreender o corpo, respeitar os limites e buscar relações que façam sentido emocionalmente.

Um lembrete da ciência sobre o poder do toque

Em tempos de solidão digital e excesso de estímulos, o estudo funciona como um lembrete de algo básico: o contato humano ainda é uma das chaves da saúde mental.
E o sexo, quando vivido com carinho e conexão, pode ser um dos caminhos mais naturais para se sentir bem, com o corpo e com a mente.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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