Entenda o projeto científico por trás da 'Arca de Noé 2.0'

Entenda o projeto científico por trás da 'Arca de Noé 2.0'

Um projeto ousado quer criar um cofre biológico na Lua para preservar espécies ameaçadas de extinção.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Já imaginou se, no futuro, os últimos vestígios de vida de alguns animais da Terra estivessem guardados a centenas de milhares de quilômetros daqui? Pois é exatamente isso que um grupo de cientistas quer fazer com a chamada Arca de Noé espacial.

A ideia é simples no conceito e gigante na execução: criar um cofre biológico no solo lunar para armazenar amostras de animais ameaçados de extinção. Mas não estamos falando de um zoológico extraterrestre e sim de um laboratório natural perfeito, criado pelo próprio universo.

Por que a Lua?

Nos polos lunares existem crateras tão profundas que nunca viram a luz do Sol. A temperatura por lá fica sempre abaixo de 196 graus Celsius negativos. Ou seja, um freezer natural do tamanho de um vale. Essas condições são ideais para preservar amostras de pele e células, que no futuro poderiam servir para recriar espécies desaparecidas.

Um seguro contra o fim do mundo

Na Lua, essas amostras ficariam protegidas de quase tudo o que ameaça a vida na Terra: mudanças climáticas, terremotos, guerras, enchentes e incêndios. Seria como ter um cofre à prova de apocalipse.

O que vai para lá?

Os cientistas pretendem armazenar fibroblastos — células que formam o tecido conjuntivo — de várias espécies ameaçadas. Com elas, seria possível, no futuro, gerar clones e reintroduzir animais que hoje estão à beira do desaparecimento.

Um passo ousado para o futuro

Essa “Arca de Noé lunar” ainda é apenas um projeto, mas levanta uma pergunta intrigante: será que, um dia, a sobrevivência de espécies inteiras vai depender de uma viagem só de ida para a Lua?

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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