Como usar o botão de contestação do PIX? Entenda o recurso

Como usar o botão de contestação do PIX? Entenda o recurso

Saiba como o botão de contestação pode ajudar vítimas de golpes a recuperar dinheiro transferido via Pix.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Pix ganha botão de contestação para golpes e fraudes

Como funciona a novidade que promete devolver seu dinheiro em casos de fraude?

O Pix, que já revolucionou a forma como fazemos pagamentos no Brasil, acaba de ganhar uma função que promete aumentar a segurança dos usuários: o botão de contestação. O recurso é parte do Mecanismo Especial de Devolução (MED) e foi criado para situações específicas de fraude, golpe ou coerção.

Ao contrário do que acontece hoje, quando o banco precisa correr contra o tempo para tentar recuperar o dinheiro antes que o criminoso saque tudo, a novidade permite que a vítima acione diretamente, no aplicativo do banco, a contestação da transação.

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Uma função que promete aumentar a segurança dos usuários: o botão de contestação

 

Como funciona o botão de contestação no Pix

Assim que o usuário aciona o botão, o banco de destino do golpista recebe a notificação e pode bloquear imediatamente o valor que ainda estiver na conta. Mesmo que o criminoso já tenha usado parte do dinheiro, a instituição pode segurar o saldo disponível.

Depois disso, os bancos têm até sete dias para analisar o caso. Se for confirmado que realmente se trata de um golpe, o valor é devolvido diretamente à conta da vítima. O prazo máximo para devolução é de 11 dias após a contestação.

Em quais situações o botão pode ser usado

É importante destacar que o botão não funciona para qualquer situação. Ele não cobre casos de arrependimento de compra, erro de digitação da chave Pix ou desacordos comerciais. Ou seja, ele só pode ser utilizado em casos comprovados de fraude, golpe ou coerção.

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Ele só pode ser utilizado em casos comprovados de fraude, golpe ou coerção.

 

Como usar na prática

Cada banco terá sua própria forma de disponibilizar a função. No Bradesco, por exemplo, o recurso já existe há algum tempo: basta acessar “Pix” > “Contestações” no aplicativo, escolher a transação desejada e seguir os passos na tela.

Outros bancos devem adotar caminhos semelhantes, permitindo que o cliente acompanhe as contestações em andamento e também as já concluídas.

Pix e o futuro da segurança digital

O Pix se tornou um dos meios de pagamento mais usados do Brasil, com bilhões de transações por mês. Mas, junto com a praticidade, vieram também os riscos. Só em 2024, estima-se que milhares de pessoas foram vítimas de fraudes relacionadas ao sistema.

Com a chegada do botão de contestação, a expectativa é que criminosos encontrem mais barreiras para agir, já que as chances de reaver o dinheiro aumentam.

Essa medida mostra como o Banco Central está atento à evolução dos crimes digitais e busca novas formas de proteger os usuários sem perder a agilidade que fez do Pix um sucesso.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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