China e Rússia anunciaram usina nuclear em base na Lua

China e Rússia anunciaram usina nuclear em base na Lua

Parceria espacial surpreende o mundo e acirra disputa pela Lua.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Já imaginou olhar para o céu e saber que existe uma usina nuclear funcionando na Lua? Pois é, isso está mais perto do que você imagina. China e Rússia se uniram em um dos projetos mais ambiciosos da nova corrida espacial: a construção de uma usina nuclear no polo sul lunar, prevista para entrar em operação até 2035.

A ideia é alimentar a Estação Internacional de Pesquisa Lunar (ILRS), uma base robótica que, no futuro, poderá abrigar seres humanos — sim, morar na Lua está nos planos!

Por que construir uma usina nuclear na Lua?

Você pode estar se perguntando: “Por que energia nuclear e não solar?” A resposta é simples (e surpreendente): as noites na Lua duram cerca de 14 dias terrestres, o que tornaria a energia solar instável para uma estação que precisa funcionar 24 horas por dia. Já a energia nuclear é constante, eficiente e ocupa menos espaço — perfeita para missões espaciais de longa duração.

Além disso, o polo sul lunar, onde será instalada a usina, possui áreas com sombra permanente e crateras que podem conter gelo — um recurso valioso para produzir água potável e combustível no futuro.

A nova corrida lunar: Rússia e China vs. Estados Unidos

A construção da usina é parte do programa ILRS (International Lunar Research Station), uma resposta direta ao programa Artemis, liderado pelos Estados Unidos e com apoio de mais de 50 países, inclusive o Brasil.

Enquanto a NASA planeja uma base na órbita da Lua, China e Rússia querem fincar o pé no solo lunar com tecnologia própria. E não estão sozinhos: países como Egito, Venezuela, África do Sul e até a Índia demonstraram interesse em integrar o projeto ILRS.

Curiosidades que vão fazer você olhar para a Lua de outro jeito:

Você sabia? A tecnologia do reator nuclear que será usado na Lua já está quase pronta, segundo a Roscosmos (agência espacial russa).

O objetivo da ILRS é envolver até 50 países, 500 institutos de pesquisa e 5 mil cientistas no projeto.

Além de energia, a base servirá para testar tecnologias essenciais para a sobrevivência humana fora da Terra.

E o Brasil nessa história?

O Brasil faz parte do programa Artemis, que também pretende voltar à Lua com astronautas e criar uma base lunar. Mas será que o país poderia, no futuro, colaborar com outras nações, como a China ou Rússia, na exploração do satélite natural?

A pergunta fica no ar — ou melhor, no vácuo espacial.

Já imaginou viver para ver uma disputa geopolítica… na Lua? Ou seria astropolítica?

Pois é, o futuro chegou — e ele é nuclear, silencioso e lunar.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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