Carro movido a água? A invenção promete mil km de autonomia

Carro movido a água? A invenção promete mil km de autonomia

Brasileiro cria carro movido a água com autonomia de 1 mil km por litro e agora quer vender sua ideia por menos de R$ 2 mil.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Já imaginou abastecer seu carro com água e rodar até mil quilômetros sem precisar parar no posto? Parece ficção científica, mas essa é exatamente a promessa de um inventor brasileiro que afirma ter desenvolvido um sistema capaz de transformar água em combustível.

Segundo ele, basta adicionar um kit no motor para que a água seja decomposta em hidrogênio, utilizado depois como fonte de energia. E o mais curioso: tudo isso custaria menos de dois mil reais. Mas será que essa ideia realmente pode mudar o futuro da mobilidade?

Como funcionaria esse carro movido a água

O kit do inventor utiliza um processo chamado eletrólise. Nesse sistema, a água seria separada em hidrogênio e oxigênio. O hidrogênio, por sua vez, seria queimado dentro do motor, fazendo o carro rodar como se fosse movido a gasolina ou etanol.
O mais impressionante é a promessa de autonomia: até mil quilômetros com apenas um litro de água destilada. Isso significaria custo quase zero para quem dirige.

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O que a ciência diz sobre essa ideia

Apesar de parecer revolucionário, especialistas afirmam que a conta não fecha. A água não é um combustível, mas sim o resultado final da combustão do hidrogênio. Para separar a água em hidrogênio e oxigênio, é preciso gastar energia — e mais do que a energia que o próprio hidrogênio pode gerar depois.
Ou seja, a ciência considera inviável que um carro rode apenas com água e sem uma fonte de energia extra. Mesmo assim, o tema volta e meia aparece, sempre gerando polêmica, fascínio e desconfiança.

O fascínio eterno pelos carros movidos a água

A ideia não é nova. Desde o início do século 20, inventores no mundo inteiro já tentaram transformar água em combustível. E sempre que o preço da gasolina sobe, esse tipo de proposta volta a ganhar destaque.

Curiosamente, o inventor brasileiro já testou seu protótipo em 2016, quando adaptou um carro e disse ter viajado do interior até o Rio de Janeiro com apenas um litro e meio de água. Mas até hoje não há estudos oficiais que confirmem a eficiência da invenção.

O relato reapareceu em 2023 e 2025 em matérias e vídeos que voltaram a difundir a experiência, sem divulgação de relatórios técnicos, medições laboratoriais ou auditoria de consumo por entidades independentes.

Será que esse futuro é possível?

Mesmo com as limitações científicas, a curiosidade permanece: e se um dia fosse possível realmente mover carros apenas com água? Como seria o mundo com combustível quase infinito e limpo?

De acordo com reportagens recentes, Roberto de Souza afirma que não pretende “engavetar” a ideia.

Ele diz desejar massificar o acesso ao kit por meio de treinamento de oficinas para instalação e manutenção, com preço abaixo de R$ 2 mil e início das vendas o quanto antes.

Em declarações atribuídas a ele, a intenção seria tornar o projeto “domínio público e fazer com que passe a ser usado em larga escala, pois funciona”.

Talvez ainda estejamos distantes dessa realidade, mas a imaginação continua a acelerar os sonhos.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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