Cães e gatos sentem frio? Saiba como cuidar e proteger seus pets

Cães e gatos sentem frio? Saiba como cuidar e proteger seus pets

O frio afeta cães e gatos? Veja os sinais de alerta. Tremores, apatia e busca por calor podem indicar desconforto.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

O inverno chega, a temperatura cai, e quase automaticamente muita gente procura um cobertor, uma bebida quente e um cantinho confortável para escapar do frio. Mas enquanto você se enrola na manta, talvez exista alguém silenciosamente procurando calor dentro de casa também: o seu pet.

Quem convive com cães e gatos provavelmente já percebeu algumas cenas curiosas nos dias frios. Cachorros tentando se esconder debaixo da coberta, gatos dormindo perto da janela ensolarada, animais encolhidos em cantos quentes da casa ou até se aproximando mais dos donos. E isso levanta uma pergunta que muita gente faz todos os anos: cães e gatos sentem frio de verdade?

A resposta é sim. Cães e gatos sentem frio, embora a intensidade varie bastante dependendo da raça, da idade, do porte físico, da pelagem e até das condições de saúde do animal. Alguns pets lidam muito bem com temperaturas baixas, enquanto outros sofrem bastante mesmo em dias que para nós parecem apenas “frescos”.

Assim como os humanos, cães e gatos são animais endotérmicos, ou seja, possuem mecanismos biológicos capazes de regular a temperatura corporal. Isso ajuda o organismo a manter certa estabilidade mesmo quando o ambiente esfria. Mas essa capacidade não significa imunidade ao frio.

Alguns animais possuem pelagens densas e subpelos naturalmente preparados para baixas temperaturas. Outros têm pelos curtos, pouca gordura corporal ou características físicas que dificultam a conservação de calor. Além disso, filhotes, idosos e pets doentes costumam ser muito mais sensíveis.

Cães e gatos sentem frio porque, apesar da pelagem, o corpo deles também precisa conservar calor para funcionar corretamente.

Assim como os humanos, cães e gatos são animais endotérmicos, ou seja, possuem mecanismos biológicos capazes de regular a temperatura corporal

Assim como os humanos, cães e gatos são animais endotérmicos, ou seja, possuem mecanismos biológicos capazes de regular a temperatura corporal

Como saber se cães e gatos sentem frio?

Na maioria das vezes, o próprio comportamento do animal entrega que ele está desconfortável. Os sinais podem parecer sutis no começo, mas ficam mais evidentes conforme a temperatura cai.

Nos cães, os tremores costumam ser um dos indícios mais claros. O cachorro pode também ficar mais encolhido, colocar a cauda entre as patas, procurar lugares fechados ou demonstrar resistência para sair de casa. Alguns ficam mais quietos, menos brincalhões e até vocalizam desconforto através de gemidos.

Já os gatos geralmente tentam buscar fontes de calor. Eles podem dormir mais enrolados, se aproximar de aparelhos quentes, procurar cobertores ou ficar menos ativos. Em alguns casos, os pelos ficam arrepiados numa tentativa natural do corpo de criar uma camada isolante de ar.

Outro detalhe importante é observar extremidades frias, como patas, orelhas e focinho. Quando essas regiões ficam geladas por muito tempo, pode ser um sinal de que o corpo está perdendo calor rapidamente.

Quais animais sofrem mais no inverno?

Nem todos os pets enfrentam o frio da mesma maneira. Existem diferenças importantes entre espécies, raças e características físicas.

Cães de pequeno porte costumam perder calor mais rapidamente por terem menos massa corporal. Raças de pelo curto, como Pinscher, Chihuahua, Galgo Italiano e Dachshund, geralmente sentem mais frio. Filhotes e idosos também são bastante vulneráveis porque possuem menor capacidade de regulação térmica.

Por outro lado, raças como Husky Siberiano, São Bernardo, Akita e Chow Chow foram desenvolvidas ao longo da história para suportar climas frios. O subpelo espesso funciona como um verdadeiro isolante térmico natural.

Nos gatos, a situação é parecida. Animais de pelo curto ou sem pelos, como o Sphynx, têm dificuldade maior em manter o calor corporal. Gatos idosos e aqueles com doenças crônicas também sofrem mais durante o inverno.

De maneira geral, gatos costumam ser especialistas em encontrar lugares aquecidos. Quem tem um felino em casa provavelmente já viu o animal desaparecer por horas apenas para surgir dormindo dentro de um armário, em cima da geladeira ou em qualquer lugar minimamente quente.

Nem todos os pets enfrentam o frio da mesma maneira. Existem diferenças importantes entre espécies, raças e características físicas.

Nem todos os pets enfrentam o frio da mesma maneira. Existem diferenças importantes entre espécies, raças e características físicas

Até quantos graus os pets suportam?

Embora não exista uma regra absoluta, veterinários costumam usar algumas referências gerais para entender quando a temperatura começa a representar desconforto ou risco.

No caso dos gatos, a faixa de conforto normalmente fica entre 18°C e 22°C. Temperaturas abaixo de 7°C já podem trazer desconforto significativo, principalmente se o animal estiver exposto ao frio por longos períodos sem abrigo adequado.

Para cães, tudo depende da raça e do porte. Muitos cães pequenos ou de pelo curto começam a sentir frio abaixo de 7°C. Já temperaturas próximas de 0°C aumentam bastante o risco de hipotermia para a maioria das raças.

Em situações extremas, especialmente abaixo de temperaturas negativas, praticamente todos os cães correm riscos se permanecerem expostos por muito tempo.

O frio pode parecer apenas um incômodo, mas em alguns casos ele se transforma em um problema real de saúde para os pets.

O inverno pode causar doenças nos pets?

Sim. Além do desconforto, o frio pode favorecer o aparecimento ou agravamento de várias condições de saúde.

As doenças respiratórias ficam mais comuns durante o inverno. Nos cães, a famosa tosse dos canis tende a aumentar. Nos gatos, infecções respiratórias superiores podem surgir com mais facilidade.

Animais idosos também costumam sofrer mais com dores articulares. Problemas como artrite e artrose podem piorar em temperaturas baixas, deixando o pet mais rígido e menos disposto.

Existe ainda o risco de hipotermia, que acontece quando a temperatura corporal cai perigosamente. Isso pode provocar fraqueza intensa, lentidão, tremores severos e até colocar a vida do animal em risco.

O clima seco também afeta a pele, podendo causar irritações, ressecamento e desconforto em alguns pets.

Como proteger cães e gatos do frio?

A boa notícia é que pequenas atitudes já fazem uma enorme diferença no conforto dos animais durante o inverno.

O primeiro passo é oferecer um ambiente protegido. Caminhas elevadas do chão, mantas, cobertores e locais sem vento ajudam muito. Para animais que ficam em áreas externas, casinhas protegidas da chuva e do vento são fundamentais.

Roupinhas podem ajudar alguns cães, especialmente os de pelo curto, filhotes e idosos. O importante é que a roupa seja confortável e não limite os movimentos. Com gatos, isso costuma funcionar menos, já que muitos não gostam de roupas.

Os banhos merecem atenção especial durante o frio. O ideal é reduzir a frequência quando possível, usar água morna e garantir que o pet fique completamente seco antes de sair para ambientes frios.

Passeios continuam importantes, mas os horários mais quentes do dia costumam ser mais seguros e confortáveis.

Outro ponto fundamental é manter a alimentação equilibrada e a hidratação adequada. Mesmo no frio, os pets precisam beber água regularmente.

Consultas veterinárias também ajudam a identificar problemas respiratórios, articulares ou condições que podem piorar com as temperaturas baixas.

No fim das contas, cães e gatos sentem frio de maneiras diferentes, mas ambos dependem da atenção humana para atravessar o inverno com conforto. E talvez essa seja uma das partes mais bonitas da convivência com os pets: perceber que, nos dias frios, eles também procuram exatamente o que nós procuramos. Abrigo, calor e a sensação de segurança perto de quem amam.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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