Você já ouviu falar que “Mercúrio estava retrógrado”, mas e se eu te contar que agora é Quíron que está no centro das atenções cósmicas? Esse objeto misterioso, que mistura características de asteroide e cometa, está se movendo de forma retrógrada até janeiro de 2026.
Apesar do nome mitológico, Quíron é bem real e orbita entre Júpiter e Urano, cruzando o caminho de Saturno. Mas sua história é muito mais curiosa do que parece.
Quem é Quíron no espaço
Descoberto em 1977, Quíron já surpreendeu os astrônomos várias vezes. Primeiro, por se comportar como um cometa, exibindo uma cauda de poeira e gelo. Depois, em 2023, veio a maior revelação: ele tem anéis. Isso o coloca em um grupo extremamente seleto de corpos celestes com esse detalhe, junto de Saturno, Júpiter, Urano, Netuno e pouquíssimos outros.
Além disso, ele faz parte de uma família chamada Centauros, objetos instáveis que viajam entre os planetas gigantes, sendo puxados e empurrados por suas forças gravitacionais.
O que significa estar retrógrado
Na astronomia, movimento retrógrado não é magia, é ilusão de perspectiva. É como quando você ultrapassa um carro na estrada e ele parece ir para trás. No caso de Quíron, visto da Terra, ele aparenta andar na direção contrária no céu. Esse fenômeno começou em 30 de julho de 2025 e vai até 2 de janeiro de 2026.
Mas não adianta olhar para o céu esperando encontrá-lo. Quíron é tão tênue que só pode ser visto com telescópios ou fotografias de longa exposição.
Curiosidades para guardar
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Quíron é o primeiro corpo descoberto da classe Centauro.
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Seu nome vem do centauro mais sábio da mitologia grega, professor de heróis como Aquiles.
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Ele percorre uma órbita imensa, chegando a quase 2,7 bilhões de quilômetros do Sol.
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É um dos raros corpos “dupla identidade” do Sistema Solar: asteroide e cometa ao mesmo tempo.
Entre ciência e mitologia
Os antigos astrólogos não tinham ideia de que Quíron existia. Ainda assim, é tentador imaginar o fascínio que teriam ao saber que, no meio do espaço profundo, existe um centauro cósmico com anéis, cruzando o Sistema Solar em silêncio.