Anvisa proíbe produtos de unhas em gel por risco à saúde

Anvisa proíbe produtos de unhas em gel por risco à saúde

A decisão segue padrões da União Europeia e mira na segurança de consumidores e profissionais.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Já imaginou que o esmalte em gel, aquele que promete unhas perfeitas por semanas, pode esconder um risco invisível à saúde?
Pois é, a Anvisa decidiu colocar um ponto final nesse brilho suspeito. A agência proibiu o uso de duas substâncias que, segundo estudos, podem causar câncer e até infertilidade.

"Unhas
A Anvisa decidiu colocar um ponto final nesse brilho suspeito

O que a Anvisa proibiu e por quê

As vilãs da vez atendem por nomes pouco conhecidos: TPO (óxido de difenil [2,4,6-trimetilbenzol] fosfina) e DMPT (N,N-dimetil-p-toluidina).
Esses compostos são usados em esmaltes e unhas em gel, responsáveis por aquele endurecimento rápido sob a luz UV ou LED, o truque que faz o esmalte durar tanto tempo.

O problema é que a durabilidade pode sair cara. Estudos mostraram que o DMPT é potencialmente cancerígeno, enquanto o TPO pode afetar a fertilidade. E o alerta não vale só para manicures, mas também para quem usa esses produtos com frequência.

“Mesmo que o risco seja maior para profissionais, consumidores também estão expostos. Cabe ao Estado agir de forma preventiva”, destacou a diretora da Anvisa, Daniela Marreco.

Brasil segue padrão europeu de segurança

A decisão alinha o Brasil às normas da União Europeia, que também baniu o uso dessas substâncias recentemente.
Com isso, o país busca impedir que produtos proibidos lá fora continuem sendo vendidos por aqui; uma medida que reforça a segurança no setor da beleza, que movimenta bilhões por ano.

Como vai funcionar a retirada do mercado

A resolução da Anvisa definiu um prazo de até 90 dias para as empresas se adaptarem:

  • A produção, importação e novos registros estão proibidos imediatamente.

  • Vendas e uso devem ser encerrados em até 90 dias.

  • Após esse prazo, os produtos deverão ser recolhidos e seus registros cancelados.

Segundo a agência, o risco é menor para quem teve exposição ocasional, mas pode ser perigoso para quem tem contato constante, como manicures e pedicures.

"Unhas
A Anvisa definiu um prazo de até 90 dias para as empresas se adaptarem

O brilho que pode custar caro

A decisão reforça um ponto importante: nem tudo que brilha é seguro.
O setor de cosméticos é um dos mais lucrativos do país, mas também exige vigilância constante. A Anvisa quer garantir que beleza e saúde caminhem lado a lado, sem efeitos colaterais escondidos no vidrinho do esmalte.

Reportar um erro

Encontrou um erro neste conteúdo? Descreva o problema abaixo e nossa equipe verificará.

Reportar-erro

Compartilhar

Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

Saiba mais

Veja também