Muita gente busca o cabelo dos sonhos com procedimentos que prometem fios lisos, brilhantes e sem frizz. Mas o que poucos sabem é que alguns produtos alisantes populares escondem substâncias que podem ser extremamente perigosas para sua saúde.
A Anvisa emitiu um novo alerta sobre o uso de alisantes com formol e ácido glioxílico, duas substâncias que, apesar de banidas em cosméticos para alisamento no Brasil, ainda circulam em muitos salões de beleza. E o motivo do alerta é grave: essas substâncias podem causar queimaduras, intoxicações e até câncer.
O que o formol pode causar no seu corpo?
O formaldeído (formol) é altamente tóxico e seu uso como agente alisante é ilegal. Quando exposto ao calor da chapinha ou do secador, ele libera vapores nocivos que podem causar:
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Ardência nos olhos e garganta
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Falta de ar e tosse
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Dor de cabeça
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Queimaduras no couro cabeludo
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Reações alérgicas graves
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Aumento comprovado no risco de câncer em longo prazo
Mesmo o ácido glioxílico, que muitas vezes aparece como "alternativa segura ao formol", também libera formaldeído quando aquecido, trazendo os mesmos perigos.
♀️ Danos ao cabelo que você pode nem perceber de imediato
Além dos efeitos à saúde, esses alisantes clandestinos podem comprometer totalmente a saúde dos fios:
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Perda da queratina que dá força e elasticidade ao cabelo
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Quebra capilar intensa, especialmente quando combinado com colorações ou descolorações
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Fios ressecados, frágeis e opacos
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Desgaste da cutícula capilar, deixando os fios mais vulneráveis
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Desnaturação irreversível, ou seja, danos que não têm volta
Você pode até sair do salão com o cabelo aparentemente lindo, mas semanas depois, os efeitos colaterais começam a aparecer — e muitos deles são silenciosos.
⚠️ O que é permitido por lei?
A Anvisa esclarece que o formol só é permitido como conservante, em doses muito pequenas (até 0,2%) ou em produtos para endurecimento de unhas (até 5%). Qualquer produto que use formol como alisante está fora da lei.
E mais: se você sentir ardência, coceira, falta de ar ou qualquer desconforto durante ou após o procedimento, isso não é normal — é sinal de que há algo errado com o produto ou a aplicação.
Como se proteger
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Sempre pergunte a composição do produto utilizado
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Evite alisamentos com cheiro forte ou que causem ardência
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Exija que o salão mostre o registro do produto na Anvisa
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Priorize profissionais atualizados e que trabalham com cosméticos liberados
A beleza não pode custar a sua saúde. Fique atenta, compartilhe essa informação e ajude outras pessoas a evitarem riscos invisíveis.