Abasteça só até o "clique" e conserve o motor do seu carro

Abasteça só até o "clique" e conserve o motor do seu carro

O detalhe que os motoristas ignoram e que pode custar caro, chegando a mais de R$ 15 mil.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Muita gente acha que pedir para o frentista encher “até a boca” é uma forma de aproveitar melhor o espaço ou arredondar o valor na bomba. Mas a verdade é que esse hábito aparentemente inocente pode custar uma pequena fortuna em reparos — em alguns casos, mais de R$ 15 mil.

O clique da bomba não é frescura

Quando a bomba faz o famoso clique, ela está avisando que o nível de combustível atingiu o limite seguro. Esse espaço não é desperdício, mas sim uma margem calculada pela engenharia do veículo para que os vapores de combustível possam circular sem comprometer o sistema.

Ao ignorar esse sinal e forçar mais combustível, o líquido acaba invadindo o cânister, uma peça com carvão ativado responsável por filtrar e reaproveitar vapores. O problema? Ele não foi projetado para lidar com líquido, e quando fica encharcado, todo o sistema pode entrar em colapso.

Como o tanque cheio demais destrói o carro

Um cânister danificado já pode custar até R$ 2.500 para substituir, mas os efeitos em cascata são ainda piores. O combustível pode chegar a válvulas, sensores e até ao catalisador. Em casos extremos, o motor perde eficiência, falha e exige reparos que passam de R$ 15 mil, especialmente em carros importados.

O erro de abastecer carro errado

Outro hábito que pode ser desastroso é colocar combustível inadequado para o motor. Enganos como abastecer carro a gasolina com etanol ou vice-versa já renderam contas altíssimas para donos desatentos. Isso porque bombas de alta pressão, injetores e sistemas de combustão são extremamente sensíveis.

O mito da economia que sai caro

Muitos motoristas acreditam que completar até a boca rende alguns quilômetros extras. Mas essa “economia” é ilusória. Você pode até ganhar alguns mililitros a mais de combustível, mas está trocando centavos agora por milhares de reais depois.

Como evitar o prejuízo

  • Respeite sempre o primeiro clique da bomba.

  • Abasteça em postos de confiança para evitar combustível adulterado.

  • Faça revisões periódicas no sistema de combustível.

  • Fique atento a sinais como cheiro forte de gasolina, falhas na partida e consumo anormal.

Curiosidade extra: lei contra o “arredondamento”

Em São Paulo existe até uma lei que proíbe os frentistas de completar o tanque depois do clique. A prática de arredondar o valor é considerada infração e pode gerar multa para o posto. Ou seja, a própria legislação confirma o que a engenharia automotiva já sabia: o clique é o limite seguro.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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