A primeira pessoa que viverá até os 150 anos já nasceu

A primeira pessoa que viverá até os 150 anos já nasceu

Cientistas acreditam que a era da longevidade extrema está cada vez mais próxima, com terapias capazes de prolongar a vida.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

O que parecia ficção científica está cada vez mais próximo da realidade. Segundo David Sinclair, cientista de Harvard e referência mundial em longevidade, a primeira pessoa que viverá 150 anos já nasceu.

Como seria “resetar” seu corpo

A grande aposta da ciência está na reprogramação epigenética, uma técnica que promete rejuvenescer as células e devolver funções perdidas pelo envelhecimento. Em testes com animais, cientistas conseguiram restaurar nervos ópticos e até regenerar tecidos danificados. Imagine um corpo capaz de se recuperar como se tivesse voltado no tempo.

O caminho até a pílula da juventude

Se tudo correr como esperado, até 2035 terapias contra o envelhecimento poderão estar disponíveis no mercado. O primeiro passo será tratar doenças como a cegueira relacionada à idade, mas os pesquisadores acreditam que a tecnologia pode se expandir para retardar — ou até reverter — os efeitos do envelhecimento no corpo inteiro.

Quanto custa voltar no tempo

Por enquanto, os tratamentos são inacessíveis para a maioria das pessoas, podendo chegar a milhões de dólares. Mas a inteligência artificial pode mudar esse cenário, acelerando a descoberta de compostos capazes de imitar os efeitos da reprogramação celular em forma de comprimidos muito mais baratos.

O que as zonas azuis nos ensinam

Enquanto laboratórios projetam o futuro da longevidade, algumas comunidades já vivem mais e melhor usando métodos muito simples. Nas chamadas zonas azuis, como em Okinawa no Japão, não há fórmulas secretas. O que existe é uma combinação de dieta equilibrada, vínculos sociais fortes, atividades físicas leves e baixo estresse. Muitos moradores passam dos 100 anos com qualidade de vida surpreendente.

Curiosidades sobre a busca pela longevidade

  • O mito da fonte da juventude já inspirava exploradores desde a Idade Média.

  • Animais como a água-viva Turritopsis dohrnii conseguem literalmente reverter o envelhecimento.

  • Cientistas acreditam que prolongar a vida humana em massa pode trazer dilemas éticos profundos, como superpopulação e desigualdade social.

Já imaginou como seria ter 150 anos?

A pergunta que fica é: se a ciência permitir viver mais que o dobro da expectativa atual, como será nossa vida, nossas relações e até a forma como pensamos sobre o tempo? Talvez o futuro da humanidade esteja não apenas em viver mais, mas em aprender a viver melhor.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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