4 em 10 brasileiros gastam tudo o que ganham em 36 horas

4 em 10 brasileiros gastam tudo o que ganham em 36 horas

Mais de 77 milhões de pessoas estão inadimplentes no Brasil, e o salário que some rápido faz parte dessa realidade.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Já imaginou gastar o salário em menos de 36 horas?

O quinto dia útil é quase um feriado secreto no Brasil. Milhões de pessoas acordam sorrindo quando o salário cai na conta, mas essa felicidade dura pouco. Muito pouco.

Segundo um estudo da fintech Klavi, 42,2% dos brasileiros gastam todo o salário em até 36 horas. Ou seja, em menos de dois dias, o dinheiro já evaporou.

E o dado mais assustador: 18,2% gastam tudo em menos de 24 horas. Isso mesmo, quase um quinto da população não segura nem um dia de salário.

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42,2% dos brasileiros gastam todo o salário em até 36 horas

 

O salário some rápido demais

Depois de apenas um dia e meio, mais da metade dos trabalhadores já tinha menos de R$ 100 na conta. Esse fenômeno não acontece por um único motivo, mas por uma mistura explosiva de fatores: boletos, dívidas antigas, juros altos e, claro, tentações de consumo.

Dívidas viraram rotina no Brasil

O estudo revelou que 100% dos entrevistados estavam endividados de alguma forma. E os números impressionam: quase metade devia mais de R$ 1.000, enquanto apenas 3% tinham dívidas menores que R$ 100.

E a inadimplência não para de crescer. De acordo com a Serasa, mais de 77 milhões de brasileiros estão com o nome sujo. É praticamente um país inteiro vivendo no aperto financeiro.

Crédito: solução ou armadilha?

Para muita gente, o jeito é recorrer ao cartão de crédito ou cheque especial, mas esses são os tipos de empréstimos mais caros do mercado. Se a conta não fecha no fim do mês, a bola de neve cresce rápido. Com a Selic em alta, os juros disparam, e até pequenos atrasos podem virar um problemão. 

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Se a conta não fecha no fim do mês, a bola de neve cresce rápido

 

E a poupança?

Guardar dinheiro parece um sonho distante para a maioria. Muitos não conseguem sequer pagar as contas básicas, quanto mais formar uma reserva de emergência. Mas especialistas defendem que educação financeira e ferramentas digitais podem ajudar a identificar gastos desnecessários e criar novos hábitos.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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