Iphones na Neo Química Arena

28 iPhones garantem o impedimento em campo

Descubra como a mesma tecnologia de ponta usada na Premier League está chegando à Neo Química Arena para aposentar as polêmicas linhas do VAR.


Luigi Viana
Por Luigi Viana

O Fim da Agonia do VAR com Iphones?

Imagine a cena: um clássico tenso entre Corinthians e Flamengo na Neo Química Arena. A bola balança a rede, a torcida explode em êxtase, mas o bandeirinha levanta o instrumento. Começa aquela velha agonia da checagem do VAR, com linhas traçadas manualmente na tela. Mas, e se eu te dissesse que a solução para esse drama atende por um nome muito familiar que, talvez, esteja na sua mão agora mesmo? Sim, a resposta pode ser um simples, porém poderoso, iphone.

O futebol brasileiro está prestes a dar um salto tecnológico gigantesco. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) iniciou os testes do chamado impedimento semiautomático, e o segredo por trás dessa precisão milimétrica envolve uma verdadeira rede de vigilância composta por exatos 28 iPhones.

Por que exatamente 28 iPhones?

Iphones na Neo Química Arena

Iphones na Neo Química Arena

A parceria da CBF com a Genius Sports (a mesma empresa responsável pelo sistema da Premier League inglesa) trouxe para o Brasil uma solução curiosa e incrivelmente eficaz. O sistema não utiliza câmeras de transmissão comuns, mas sim uma malha dedicada e conectada de smartphones da Apple.

Para a engrenagem funcionar na casa do Corinthians, que foi pioneira nos testes em São Paulo, foram instalados 28 aparelhos do modelo iphone 17 Pro, cujo valor de entrada ultrapassa os R$ 11.499 cada.

“Essa aqui é a tecnologia que a gente vai implementar. São iPhones 17 Pro que vão ser instalados no teto do estádio. Na verdade, são 28 iPhones […] acionados de forma remota, para que a gente consiga captar tudo o que acontece dentro do campo”, detalhou Guilherme Buso, líder da Genius Sports na América Latina.

O cruzamento das imagens captadas por cada iphone cria uma espécie de teia digital em 3D. Em vez de depender do olho humano para congelar o passe (o famoso frame), cada iphone trabalha em conjunto para rastrear não apenas a posição, mas a movimentação exata do corpo dos atletas. É como se dezenas de olhos biônicos estivessem focados exclusivamente em caçar a ponta da chuteira do atacante.


A Estrutura por Trás da Inovação

O Corinthians abriu as portas da sua infraestrutura na última semana para receber essa verdadeira central baseada em iphone. Raimundo Góes Netto, presidente do Grupo de Trabalho de Arbitragem da CBF, destacou a importância desse passo para a credibilidade do esporte:

“A implementação do impedimento semiautomático na Neo Química Arena demonstra o alto nível de estrutura que hoje temos… representa um avanço importante para a arbitragem e para a credibilidade das competições.”

Inicialmente, a expectativa era de que cada estádio recebesse o seu batalhão de smatphones já na primeira rodada do Brasileirão de 2026. Contudo, devido à complexidade da instalação dessa rede de cada iphone e aos rigorosos ajustes operacionais necessários para sincronizar tudo perfeitamente, a estreia oficial precisou ser adiada.

O Futuro do Futebol Brasileiro

A revolução do iphone no apito não vai parar por aí. Além da Neo Química Arena, estádios como o Couto Pereira e a Arena da Baixada também já estão recebendo os equipamentos. O planejamento da CBF é robusto:

  • Alcance: O sistema será instalado em 27 estádios espalhados pelo país.

  • Investimento: Cerca de R$ 25 milhões destinados à tecnologia até o fim de 2027.

  • Competições: Foco principal nas partidas do Brasileirão da Série A e da Copa do Brasil (temporadas 2026 e 2027).

A entidade quer garantir que a comunicação entre cada iphone da rede seja impecável antes de decretar o fim oficial das linhas manuais. Até lá, seguimos acompanhando os testes (como os realizados durante o clássico contra o Flamengo) e aguardando o momento em que a precisão de um iphone será a palavra final na comemoração do seu time.

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Sobre o autor

Luigi Viana

Luigi é criador de conteúdo e escreve sobre estética clássica, filosofia e o impacto da tecnologia digital na cultura contemporânea.

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