Veneza, conhecida por suas icônicas gôndolas, lançou um curso prático e teórico para formar novos gondoleiros e preservar essa tradição que remonta ao século XI. A iniciativa busca atrair interessados e promover a renovação geracional em uma profissão que já foi passada exclusivamente de pai para filho. Com uma taxa de inscrição de cerca de mil euros, os participantes estudam navegação, história local e inglês, além de passarem por testes de remo e aulas práticas.
Para ingressar na formação, os candidatos precisam ser maiores de idade, ter escolaridade básica, certificado de natação e atestado médico. Após a qualificação, o rendimento mensal pode ultrapassar 3 mil euros, dependendo da quantidade de passeios realizados e parcerias com agências. Hoje, há apenas 433 gondoleiros em Veneza, uma queda significativa em relação aos 10 mil existentes no século XVI, o que torna a profissão ainda mais exclusiva.
Originalmente restrita a homens e transmitida por herança, a profissão passou por mudanças. Desde 2009, quando Giorgia Boscolo se tornou a primeira mulher gondoleira, outras 14 mulheres seguiram o mesmo caminho. Agora aberta a todos os cidadãos da União Europeia, a iniciativa reflete a modernização de uma tradição que continua a ser símbolo de Veneza e sua história única.