Velórios diferentes. Veja casos em Porto Rico e Aparecida de Goiânia

Velórios diferentes. Veja casos em Porto Rico e Aparecida de Goiânia

Velórios diferentes e personalizados que contam histórias.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

A Funerária Marín, localizada em Porto Rico, chamou a atenção do mundo todo com seus velórios inovadores, onde os falecidos são retratados em poses que refletem suas paixões e estilo de vida. O serviço funerário, gerenciado por Damaris Marín, vem realizando esses velórios personalizados desde 2009, conquistando reconhecimento internacional.

A ideia surgiu a partir do pedido de um cliente, Pedrito Pantojas, que expressou o desejo de ser embalsamado de forma não convencional, em pé. Desde então, outros pedidos similares foram surgindo, como o caso de Jomar Aguayo, velado em um bar jogando dominó, ou de Christopher Rivera, ex-boxeador cuja despedida ocorreu em cima de um ringue.

""

Apesar da notoriedade desses velórios não tradicionais, eles representam apenas uma pequena parte dos serviços da Funerária Marín, e ainda são alvo de polêmica. Em 2010, a empresa enfrentou uma investigação para determinar se estava infringindo regulamentos, mas não foram encontradas irregularidades.

Os preços dos serviços da Funerária Marín começam em 2.000 dólares e variam de acordo com o caixão escolhido, sem cobrança extra pelas poses personalizadas. Embora haja críticas quanto à natureza desses velórios, Damaris Marín enfatiza que respeita as opiniões divergentes e defende o direito de cada pessoa escolher como deseja ser lembrada em sua despedida final.

Mas não é só em Porto Rico que isso acontece.

O falecimento do carpinteiro aposentado Quirino da Silva Souza, aos 95 anos, em Aparecida de Goiânia, ganhou destaque por sua emocionante homenagem. Sua família decidiu velá-lo de forma inusitada, sentado em uma poltrona, como uma maneira de honrar a memória do idoso, conhecido por sua sociabilidade e amor às conversas.

""

Flávia da Silva, filha de Quirino, compartilhou que a ideia surgiu como uma forma de tornar o ambiente do velório mais acolhedor e harmonioso. Apesar da tristeza da perda, a família quis celebrar a vida do ente querido, que lutava contra o Alzheimer em estágio avançado. A decisão de velar Quirino sentado, em vez de deitado em um caixão, foi uma maneira de relembrar os momentos felizes que compartilharam juntos. O idoso passou seus últimos anos lutando contra a doença, mas sempre cercado pelo carinho de sua família.

O velório de Quirino ocorreu na sala de homenagens da funerária Paz Universal. O diretor executivo da empresa, Wanderley Rodrigues, destacou que a decisão de permitir que a família prestasse essa homenagem única reflete a missão da funerária em respeitar a individualidade de cada pessoa. Ele enfatizou que, apesar da singularidade do evento, o sepultamento seguiu os padrões tradicionais.

Reportar um erro

Encontrou um erro neste conteúdo? Descreva o problema abaixo e nossa equipe verificará.

Reportar-erro

Compartilhar

Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

Saiba mais

Veja também